Apple é acusada de racismo após jovens negros serem expulsos de loja

Por Redação | 12.11.2015 às 15:45

Seis estudantes negros foram expulsos de uma loja da Apple em Melbourne, Austrália, o que gerou uma série de acusações contra a companhia. Em um vídeo que circula na web, é possível ver o exato momento em que um funcionário do estabelecimento manda os jovens deixarem o local.

“Esses caras [funcionários da Apple] estão um pouco preocupados com a presença de vocês em nossa loja”, informa um homem (vídeo abaixo). “Eles estão preocupados de que vocês possam roubar algo”, complementa. “Por que nós roubaríamos algo?”, pergunta um dos jovens. Então, a conversa é encerrada pelo funcionário da Apple. “Rapazes, fim da discussão. Eu preciso pedir a vocês que deixem a loja”.

Entre os jovens, todos alunos do Maribyrnong College, estava Francis Ose, que publicou o vídeo em seu perfil do Facebook. “Simplesmente racista”, escreveu o jovem na rede social, “eles tiveram que pedir desculpas”. Outro jovem que foi alvo de preconceito racial, Mabior Ater contou ao Fairfax Media que é frequentador constante do local e que nunca havia tido problemas. “Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer. É lógico que estou ofendido”.

Ater contou à publicação que o grupo de alunos voltou ao lugar posteriormente, desta vez acompanhado do diretor da escola em que estudam. “[O gerente da loja] nos pediu desculpas e disse que somos bem-vindos a qualquer momento”, disse o jovem. “Sinto que tivemos justiça”.

Apple pede desculpas

Em um comunicado, a Apple comentou o caso e pediu desculpas aos jovens, reafirmando seu compromisso com políticas igualitárias. “Inclusão e diversidade estão entre os principais valores da Apple. Nós acreditamos em igualdade para todos, independentemente de raça, idade, gênero, identidade de gênero, etnia, religião ou orientação sexual”, informa a companhia.

“Isto se aplica por toda a nossa companhia, em todo o mundo, sem exceções. Estamos nos inteirando dos detalhes da situação e pedimos desculpas aos consumidores envolvidos. Continuaremos a fazer o possível para garantir que todos os clientes sejam tratados como devem ser”, finaliza o comunicado.

Fontes: The Guardian, BBC