Após ser preso, executivo do Facebook diz que empresa respeita leis do Brasil

Por Redação | 04.03.2016 às 13:37
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Preso na última terça-feira (2) pela Polícia Federal, o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, falou pela primeira vez poucas horas após deixar o Centro de Detenção Provisória (CDP) no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Em uma postagem publicada na noite da última quarta-feira (2) em seu perfil na rede social, Dzodan agradeceu as mensagens dos usuários em seu favor e disse que ele e a empresa têm o maior respeito pelo Brasil e suas leis. "Sempre foi nosso objetivo ter um diálogo construtivo com as autoridades. Diálogo traz compreensão e ajuda todos a se beneficiarem das oportunidades que a internet oferece", declarou.

"Eu estou de volta ao meu escritório e queria agradecer a todos vocês por toda a imensa demonstração de suporte recebida durante as últimas 24 horas. Minha caixa de mensagens foi inundada com mensagens calorosas de todo o mundo – cada uma das notas de vocês fez grande diferença e eu as levo no meu coração. Então agora, de volta ao trabalho – ajudando as pessoas a se conectarem e compartilhar, e ajudando negócios a construir valor e criar oportunidades", escreveu.

I am back at my desk and wanted to thank you all for the immense show of support received during the last 24 hours. My...

Publicado por Diego Dzodan em Quarta, 2 de março de 2016

O executivo foi detido no caminho para o trabalho, no Itaim Bibi, Zona Sul da capital paulista. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) e depois prestou depoimento na Polícia Federal (PF), onde respondeu perguntas encaminhadas pela Justiça de Sergipe. Na sequência, foi encaminhado ao CDP Pinheiros.

Dzodan passou uma noite em uma cela para presos temporários, separada dos demais presos. O executivo foi liberado graças a um habeas corpus assinado pelo desembargador Ruy Pinheiro da Silva, do Tribunal de Justiça de Sergipe, que alegou a inexistência de "provas concretas de que o paciente tenha agido com predisposição de embaraçar ou impedir as investigações para favorecer a organização ora investigada".

Em nota, o Facebook comemorou a soltura do vice-presidente executivo e disse que a medida é "extrema e desproporcional" porque a companhia "sempre esteve disponível para responder às questões que as autoridades brasileiras possam ter".

O mandado de prisão preventiva contra Dzodan foi expelido pelo juiz da comarca de Lagarto, Marcel Montalvão. Segundo a Polícia Federal em Sergipe, o representante descumpriu ordens de repassar informações armazenadas no WhatsApp, do qual o Facebook é dono, e que podem ajudar em investigações de suspeitos ligados ao tráfico de drogas e ao crime organizado. A empresa não atendeu à Justiça, e passou a ser multada em R$ 1 milhão por dia há 30 dias. Mesmo assim, o Facebook não cumpriu a determinação.

Fontes: Diego Dzodan (Facebook), G1