Após receber críticas, Facebook anuncia revisão da política do "nome verdadeiro"

Por Redação | 02.11.2015 às 19:24

O Facebook anunciou na última sexta-feira (30) que deverá implementar uma série de mudanças a partir de dezembo que visam dar mais ferramentas e facilitar a volta para a rede social para usuários atingidos pela política do "nome verdadeiro".

Até semana passada, a política exigia que usuários utilizassem somente seus "nomes autênticos" em perfis da rede sem ferramentas de justificativa de contexto, o que foi pesadamente criticado por diversos usuários e entidades, principalmente membros da comunidade transexual e pessoas que não desejam utilizar o nome verdadeiro por motivos profissionais.

De acordo com a carta publicada pelo Facebook, a rede social deve reduzir o número de pessoas necessárias para verificar que o nome utilizado por um perfil é mesmo o utilizado pela pessoa. Além disso, esses usuários agora poderão adicionar informações e detalhes sobre o uso daquele nome para o Facebook, caso necessário.

Qualquer usuário que denunciar o uso de nome ao Facebook também precisará inserir mais informações sobre o motivo da denúncia. O objetivo principal é que a ação deixe de ser usada como uma arma para prejudicar outros usuários, o que os obrigaria a passar pelo processo de justificativa do nome utilizado.

"Isso deve ajudar nosso time de operações de comunidade a entender a situação melhor", disse o VP de Crescimento do Facebook, Alex Schultz, na mensagem divulgada. "Isso também nos ajudará a melhor entender as razões pelas quais a pessoa não pode confirmar seu nome, indicando mudanças potenciais que podemos fazer no futuro".

Apesar das novas regras, a política do nome real permanece na rede social, que argumenta que a função é importante para manter o Facebook como um lugar seguro e longe do anonimato, que poderia motivar ataques, bullying ou spams a outros usuários.

No começo de outubro, o Facebook recebeu uma carta aberta de organizações como Electronic Frontier Foundation, Human Rights Watch e American Civil Liberties Union (ACLU), que chamaram a política de nomes reais do site de "furada", alegando que ela cerceava a liberdade de expressão de usuários.

Fonte: BuzzFeed