Anúncios que levam em conta o perfil psicológico do usuário têm mais sucesso

Por Redação | 20 de Novembro de 2017 às 18h15
divulgação

Um estudo afirmou que campanhas publicitárias personalizadas que levam em conta o perfil psicológico usuário no Facebook, e não apenas utilizam dados demográficos como idade e gênero, podem aumentar de forma extremamente significativa o interesse das pessoas pela publicidade ofertada.

A pesquisa, feita por diversas universidades, chegou à conclusão de que anúncios que levam em conta as interações do usuário com conteúdos para traçar seu perfil psicológico tendem a ser até 40% mais acessadas, e que os produtos ofertados através dessa análise são 50% mais adquiridos, quando comparados com os resultados de publicidade veiculada levando apenas em consideração as características demográficas dos usuários.

Informações sobre características psicológicas, como, por exemplo, quão extrovertida ou ativa uma pessoa é, levam a anúncios publicitários com maiores chances de venda de produtos específicos, como tênis de corrida. Analisando as curtidas de um grupo de 3,5 milhões de usuários, a equipe percebeu que mesmo a informação de uma única curtida pode aumentar o sucesso da publicidade por alinhar os produtos ofertados ao perfil de consumo do usuário.

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Frente à polêmica atual sobre como notícias falsas podem manipular uma população a agir de determinada forma ou tomar determinadas decisões, Sandra Matz, pesquisadora da Columbia Bussiness School e autora da pesquisa, abordou o tema da sugestão maliciosa em entrevista ao site Business Insider, revelando seu medo de que a tecnologia - e nossa resposta a ela - possa ser utilizada para meios escusos, como no caso de influenciar eleitores a não saírem de suas casas para votar. Foi o que ocorreu com a veiculação de desinformações pela russa Internet Research Agency em 2016, como explicamos aqui na época do ocorrido. 

Mas a equipe de pesquisadores não quer que os consumidores fiquem apavorados. "Nós queremos uma discussão mais balanceada", informou Matz. Ela afirmou que o intuito do estudo é fazer as pessoas perceberem que a tecnologia em si não é nem má nem boa, e o que importa é o uso que o mercado fará dela.

Matz também explicou que o Facebook é apenas uma das plataformas em que a psicologia pode ser usada para alavancar vendas. "Pode-se utilizar as curtidas do Facebook, o histórico de navegação, as transações dos cartões de créditos, as informações do smartphone, entre outros. Não há uma forma de escapar da coleta de dados, a menos que você se recuse a consumir qualquer tipo de serviço digital", afirmou a pesquisadora.

Fonte: Business Insider

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