Ameaça de estupro e morte vira anúncio automático no Facebook

Por Redação | 22 de Setembro de 2017 às 10h25
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Cada vez mais elementos das redes sociais que usamos diariamente são controlados por algoritmos que detectam nosso comportamento e preferências, de forma a nos sugerir coisas. Mas toda essa automação levou a uma situação, no mínimo, bizarra, quando uma ameaça de morte e estupro publicada pela jornalista britânica Olivia Solon se transformou em anúncio que promovia o Instagram para os amigos dela no Facebook.

Há quase um ano, ela publicou na rede social de fotos uma captura de tela de um e-mail recebido, contendo mensagem de ódio. O autor, claro, não identificado, ameaça matá-la, mas não sem antes a estuprar, completando a poesia com um xingamento. Solon publicou o texto no Instagram, mas a postagem acumulou apenas três curtidas e algumas dezenas de comentários.

Mesmo assim, a publicação parece ter sido considerada popular pelo algoritmo do Facebook, que, agora, a utilizou para promover a rede social para a irmã de Solon. Você já deve ter visto essa mecânica em ação, coletando uma imagem aleatória de um contato próximo e a exibindo para você, indicando que o fulano em questão e mais uma grande quantidade de amigos também estão no Instagram, ao lado de um link para acesso à plataforma.

A situação foi encarada com humor por Solon, mas acabou gerando críticas na imprensa europeia, principalmente pela falta de sensibilidade. Por mais que tenha sido algo automático, ainda assim trata-se de uma ameaça de morte e estupro sendo transformada em anúncio, algo que, com certeza, não cairia bem junto à direção da rede social.

Em resposta, o Instagram pediu desculpas pelo caso e disse que o anúncio não se trata de uma “promoção paga”, mas sim de um funcionamento automático de seu algoritmo, voltado para aumentar o engajamento entre as pessoas e a utilização cruzada das plataformas da companhia. A empresa esclarece, ainda, que publicações desse tipo aparecem apenas para uma pequena parcela dos usuários – neste caso, apenas aqueles que não possuem conta na rede social de imagens.

Fonte: The Guardian

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