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Zuckerberg processa advogados de defesa de homem que se dizia dono de 50% do FB

Por Redação | 22 de Outubro de 2014 às 16h15

Mark Zuckerberg está processando os advogados de um homem chamado Paul Ceglia, que afirmava ser dono da metade do Facebook em 2011. Segundo o site Ars Technica, o CEO do Facebook está acusando Ceglia de cometer fraude por causa de sua ação contra ele.

Naquele ano, o homem afirmava que um contrato que fazia referência a um projeto chamado "The Face Book" era autêntico e exigiu que os tribunais federais de Nova Iorque executassem o pacto e o tornassem válido. Neste processo, Ceglia contratou alguns advogados para litigiar suas reivindicações.

O julgamento de Ceglia sobre essas acusações acontecerá no próximo ano e, caso seja condenado, poderá receber uma pena máxima de 40 anos de prisão.

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No processo aberto pelo Facebook no Supremo Tribunal Federal de Nova Iorque, que comissiona nove advogados e vários escritórios de advocacia, existe a acusação contra o DLA Piper, um dos maiores escritórios de advocacia do país, por "demarcar publicamente sua reputação sobre a veracidade das alegações de Ceglia". De acordo com o processo, "um dos advogados mais antigos do DLA Piper disse ao Wall Street Journal que passou semanas investigando evidências de Ceglia e que estava '100% certo' de que o contrato forjado era autêntico".

A ação ainda revela que os advogados estavam à procura do Facebook para realizar um acordo fora dos tribunais. O processo ainda os responsabiliza por "acusação maliciosa, fraude e conluio com a intenção de enganar o tribunal".

"Os advogados que representam Ceglia sabiam ou deveriam saber que a ação era uma fraude - foi aberta por um réu condenado com uma história de golpes fraudulentos e foi baseada em uma história implausível e documentos obviamente forjados. Na verdade, o próprio co-advogado do acusado descobriu a fraude, informou os outros advogados e se retirou. Apesar de tudo isso, os réus prosseguiram com o caso em tribunais estaduais e federais e nos meios de comunicação", declara o processo.

O conselheiro geral do DLA Piper, Peter Pantaleo, afirmou em comunicado que a ação do Facebook é "totalmente sem fundamento". Segundo ele, o processo "foi apresentado como uma tática para intimidar os advogados de trazer ações judiciais contra o Facebook".

Por outro lado, a rede social declara que está entrando com a ação porque os advogados "devem ser responsabilizados". O conselheiro geral do Facebook, Colin Stretch, disse que "desde o início [o Facebook disse que] a afirmação de Paul Ceglia era uma fraude e que procuraríamos manter os responsáveis presos. O DLA Piper e os outros escritórios de advocacia nomeados sabiam que o caso era com base em documentos forjados e seguiram com ele de qualquer maneira, então devem ser responsabilizados".

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