Twitter vai remover imagens de falecidos a pedidos dos familiares

Por Redação | 20 de Agosto de 2014 às 10h12

O Twitter tomou medidas rápidas para conter mais uma faceta negativa da internet, em uma tentativa de conter as mensagens negativas enviadas a parentes e amigos de pessoas que já morreram. De acordo com a rede social, a partir de agora, pessoas ligadas a falecidos poderão solicitar a remoção de imagens falsas e ofensivas da rede social, como uma forma de respeitar sua privacidade e o momento de luto.

A mudança está sendo aplicada em resposta ao caso de Zelda Williams, filha do ator Robin Williams, que deixou o Twitter no dia 13 de agosto após, supostamente, ter recebido fotos do seu pai enforcado, mas que teriam sido criadas no Photoshop. Ela não deletou seu perfil, mas disse estar apagando o aplicativo da rede social de seus dispositivos e deixando o site “para sempre, talvez”.

Segundo a empresa, os pedidos de remoção de conteúdo devem ser enviados ao email privacy@twitter.com, com links para o que precisa ser retirado do ar e documentos que comprovem a morte da pessoa em questão. As mesmas políticas valem também para uma norma que já estava em vigor antes, que é a desativação de perfis das pessoas que já morreram, só que agora, se aplicam também a mensagens, fotos, vídeos e outros conteúdos publicados por terceiros.

Desde já, porém, a rede social afirma que pretende estudar todos os casos para garantir que a novidade não seja utilizada para fins de censura ou como uma maneira de evitar a divulgação de informações. O Twitter explica que pode não ser capaz de atender a todos os pedidos e afirma considerar fatores de interesse público, como o interesse jornalístico de cada conteúdo, antes de tomar uma decisão pela retirada ou não do conteúdo publicado na rede.

O trabalho junto às famílias de falecidos é padrão em redes sociais como o Twitter ou Facebook, e remonta aos tempos do Orkut. As políticas para retirada de perfis do ar, porém, costumam ser bastante rígidas, de forma a evitar que pessoas mal intencionadas utilizem a ferramenta para fins não-legítimos. Agora, fica a expectativa de que, com a nova medida, a rede social do passarinho afrouxe um pouco as normas para respeitar os interesses dos familiares abalados pela perda de um ente querido.

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