Twitter também está sendo processado por discriminação de gênero

Por Redação | 23 de Março de 2015 às 09h04
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O Twitter se uniu ao cada vez mais crescente grupo de empresas do Vale do Silício que estão sendo acusadas judicialmente de discriminação de gênero. Nesta segunda-feira (23), veio a público a informação de que a ex-engenheira da empresa, Tina Huang, está processando a rede de microblogs por privilegiar funcionários do gênero masculino nos processos de contratação e promoção.

A funcionária, que trabalhou para a companhia de 2009 a 2014, a acusa de contar com um processo pouco transparente para subir os trabalhadores de cargo ou fomentar a igualdade em seus escritórios. Segundo ela, não há procedimentos formais para nada disso e, no lugar desse tipo de prática, o Twitter utiliza um procedimento obscuro de “tapinhas nos ombros” que acaba levando poucas mulheres a cargos de gerência.

Huang volta sua atenção ainda ao CEO Dick Costolo, a quem ela disse ter reclamado diretamente sobre tais situações. O caso, porém, teria gerado uma suspensão sem previsão alguma de retorno. Após três meses de investigações internas, ainda sem uma previsão de quando voltaria a trabalhar, ela disse ter se visto sem nenhuma opção a não ser pedir demissão.

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No processo, ela ainda diz ter tido sua carreira prejudicada de forma irreparável pelas ações de Costolo e o alto escalão do Twitter. Além de pedir indenizações, ela apresentou dez pontos ou práticas que são padrão na empresa dona da rede dos 140 caracteres e acabam levando a uma menor igualdade no mercado de trabalho.

Ela afirma, por exemplo, que os superiores utilizam de métodos subjetivos e arbitrários com relação a gêneros na hora de avaliar seus funcionários, além de desencorajar mulheres a perseguirem cargos superiores ou executivos. Ainda, fala da recusa de alguns profissionais em promoverem mulheres e da negação total de tais práticas por meio de retaliação e perseguição a quem aponta esse tipo de coisa.

Apesar de não ter falado especificamente sobre o processo, o Twitter respondeu às acusações afirmando que Huang não foi persuadida a deixar a empresa e, pelo contrário, foi incentivada pela liderança da companhia a permanecer em seu cargo. Além disso, reforçou seu compromisso com um ambiente de trabalho plural e diversificado e espera demonstrar por meio de documentos e relatórios internos que ela foi tratada de maneira adequada.

Além do Twitter, empresas como o Facebook e o Tinder também enfrentam processos judiciais por discriminação de gênero. O caso que deu início à torrente de denúncias, porém, foi o da CEO interina do Reddit, Ellen Pao, que denunciou a firma de investimentos Kleiner Perkins Caufield & Byers pelo mesmo motivo, mas acabou tendo o processo encerrado por um juiz por falta de evidências, apesar de permitir que a reclamante busque indenizações.

Fonte: Reuters e Mashable

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