Twitter faz parceria para combater o assédio às mulheres na rede social

Por Redação | 07.11.2014 às 14:31

As redes sociais, ao mesmo tempo em que ligam pessoas e permitem o compartilhamento de conhecimentos e ideias, também são frequentemente palcos de ameaças e cyberbullying. Para conter esse tipo de problema, o Twitter está anunciando uma parceria com a ONG americana Women, Action & The Media (WAM!) para lutar contra o assédio contra as mulheres na plataforma.

Por meio de um formulário online gerenciado pela instituição, usuários do micro-blog podem realizar denúncias, tenham sido vítimas ou simplesmente visto acontecer com outra pessoa. A ONG fará uma triagem básica e passará os casos pertinentes para o próprio Twitter, que fará uma nova análise e tomará as medidas cabíveis. À WAM!, cabe também o papel de cobrar a companhia por tais resoluções. As informações são do site Ubergizmo.

A ideia é que a própria comunidade cuide de si mesmo, tornando oficiais um procedimento que já é realizado hoje por meio de autoridades ou simples retweets de denúncia. Tais ações, apesar de servirem para evidenciar os culpados e as ações irregulares, possuem pouco efeito prático ou têm uma resposta que demora a vir. Com a nova medida, o Twitter pretende tornar esse processo um pouco mais ágil, levando problemas graves à justiça e impedindo o acesso dos infratores à rede social.

De forma a conhecer a gravidade das situações, o formulário da WAM (disponível apenas em inglês) traz questões objetivas, como o número de vezes em que a situação de abuso foi reportada, se a vítima sente que existe risco à sua vida devido a isso e de que forma o assédio está acontecendo. Além, é claro, de contar com espaço para descrições mais detalhadas e links para tweets ou outras páginas que contenham provas daquilo que está sendo relatado.

A ONG elogiou a iniciativa do Twitter, afirmando que a empresa dá mais um passo na direção da liberdade de expressão, permitindo igualdade entre todos os usuários. Para a organização, a parceria é uma medida importante para garantir que todos possam falar livremente sobre o que acreditam sem serem vítimas de abusos, assédios e outros atos de violência virtual.