Twitter desenvolve sistema automático de combate ao spam

Por Redação | 21 de Agosto de 2014 às 12h23
photo_camera Divulgação

O Twitter revelou nesta semana mais uma de suas políticas para melhorar a saúde da comunidade da rede de microblogs. E, acredite, são robôs que garantem a segurança dos usuários, caçando spammers e identificando comportamentos suspeitos, muitas vezes, antes mesmo que qualquer coisa seja publicada.

Trata-se do BotMaker, um sistema automatizado com o qual engenheiros e especialistas em segurança podem criar regras, filtros e códigos que detectam rapidamente atividades suspeitas na rede social. Contas são bloqueadas de forma automática, enquanto outras são marcadas para que os responsáveis possam ficar de olho nelas, sendo tiradas do ar caso se confirmem as suspeitas.

A novidade pode, por exemplo, identificar altas atividades de bloqueio e denúncias a uma conta específica, tomando ações rápidas para determinar se realmente se trata de um spammer. Caso contrário, o BotMaker também pode indicar as atividades suspeitas para controladores humanos, auxiliando-os a perceber falhas no sistema ou novas formas de transmissão de mensagens em massa, facilitando a identificação daqueles que conseguem passar pelo filtro e ajudando na identificação de novas práticas nocivas.

É justamente esse último quesito que também garante que o sistema dificilmente vá bloquear um usuário legítimo. Regras e códigos de combate são criados apenas quando os engenheiros estão certos de que existe algum tipo de atividade suspeita, o que deve evitar os falsos positivos e enganos. De qualquer maneira, o Twitter pede que qualquer usuário bloqueado indevidamente entre em contato com o suporte para garantir que seu acesso seja restabelecido.

Os resultados já começam a vir. De acordo com a empresa, o total de spams na rede social caiu 40% nas primeiras semanas de atividade do BotMaker. O foco inicial foram as contas responsáveis por divulgar informações sobre venda de drogas ou programas que, supostamente, fazem crescer o número de seguidores quando, na maioria das vezes, tratam-se de fachadas para o roubo de dados e credenciais.

Além disso, o Twitter destaca que a operação tem causado muito pouco stress nos servidores. Isso, também, se deve ao fato do sistema ser capaz de priorizar as operações de baixa complexidade, deixando as tarefas que consomem mais processamento para os momentos em que a infraestrutura está com uma carga menor. De acordo com a empresa, não houve, até o momento, nenhum tipo de impacto negativo sobre a utilização cotidiana dos usuários.

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