Twitter: a rede social mais utilizada para reclamações de operadoras

Por Redação | 07.11.2012 às 11:18

Um estudo realizado pela WebSIA com o instituto de pesquisa Data Popular revelou que o Twitter é a rede social mais utilizada por brasileiros que desejam expressar sua indignação com os serviços prestados pelas operadoras de telefonia nacionais. De acordo com o levantamento, quase um milhão de internautas se manifestaram em tweets, desde maio deste ano.

A pesquisa foi realizada entre maio e outubro de 2012 e coletou 2,4 milhões de postagens na web, menções e interações para análise.

Das operadoras mais citadas, a campeã de reclamações é a TIM, com 56%. Em seguida, a Vivo, com 16%, a Claro, com 11%, a Oi, também com 11% e a Nextel, com 6%.

Além de identificar quais foram as operadoras que mais sofreram reclamações por parte de seus clientes na internet, o estudo também cruzou mensagens positivas e negativas acerca de cada serviço. E novamente, para a TIM, o resultado não foi dos melhores: 75% das postagens relacionadas à empresa eram negativas.

A Oi ficou em segundo lugar, com 68% de mensagens negativas. A Claro e a Vivo empataram em terceiro, com 52% de mensagens de teor negativo. A única operadora cujos comentários positivos foram superiores aos negativos foi a Nextel, que apresentou apenas 43% de comentários de conteúdo negativo (contra 52% de positivos).

O estudo também avaliou quais as redes sociais são mais utilizadas para reclamações. Depois do Twitter, que detém 61,07% das reclamações, está o Facebook (páginas oficiais de empresas), com 25,57% e blogs, com 8,2%.

O diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, diz que a razão para tantas reclamações sobre telefonia nas redes sociais é o crescimento do acesso de jovens à internet, o que também gera comentários cada vez menos polidos. Dentre os usuários, os que mais reclamam são jovens com idade entre 20 e 30 anos, responsáveis por metade das reclamações.

“Este ambiente contribuiu para que as redes sociais se transformassem num palco de discussões, onde esse consumidor consegue fazer valer os seus direitos. [...] Eles são consumidores exigentes que aprenderam a importância das redes sociais como instrumento para serem ouvidos”, afirmou Meirelles, em comunicado enviado à imprensa.