Todas as pessoas do mundo estão conectadas por apenas quatro laços de amizade

Por Redação | 07 de Novembro de 2013 às 13h00

A "teoria dos seis graus" de separação é uma velha conhecida que se popularizou, basicamente, graças ao Orkut. Essa teoria teve origem a partir de um estudo científico no qual pesquisadores mostraram que todas as pessoas do mundo estão conectadas umas às outras por, no máximo, seis laços de amizade.

A primeira manifestação dessa possibilidade de graus tão baixos de separação entre pessoas desconhecidas ao redor do mundo aconteceu em 1929, por meio de um texto ficcional de um autor húngaro. Porém, em 1967, estudiosos de Harvard decidiram realizar um estudo mais criativo, utilizando o bom e velho Correio para enviar cartas e descobrir a "distância" entre duas pessoas quaisquer. O resultado do teste foi quem estipulou o número seis, utilizado até hoje.

Mas será que em tempos de Facebook essa teoria ainda é válida? Pesquisadores que estudam a conectividade em redes sociais acreditam que o número médio de conhecidos que separam duas pessoas, independente de quem elas sejam, agora é de apenas 3,9. O resultado do estudo foi divulgado no site especializado em informações científicas Science Direct.

Para realizar o estudo, pesquisadores da Universidade Nacional Chiao Tung, em Taiwan, criaram um banco de dados baseado no Facebook com 950 milhões de pessoas. Depois de eliminar contas duplicadas e falsas, bem como celebridades, os pesquisadores usaram métodos estatísticos avançados para calcular o quanto todos estavam "espalhados" pela rede social.

A nova regra dos "quatro graus de separação" inclui pessoas que trabalham em profissões raras ou muito especializadas, que geralmente possuem uma rede de amigos virtuais mais coesa ou simplesmente menor. Pessoas que trabalham em profissões mais comuns, como professores e médicos, tendem a ter graus de conexão menores com o restante do mundo, chegando a uma média de apenas 3,2.

Portanto, a velha máxima que dizemos ao descobrir amigos em comum com pessoas que sequer imaginávamos que poderiam se conhecer – "que mundo pequeno!" – é cada vez mais real.

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