Snapchat: strippers estão usando a rede social para vender seus serviços

Por Redação | 03.03.2015 às 07:37

O Snapchat é uma plataforma muito usada não só por usuários comuns, mas também por empresas que podem divulgar os seus produtos e serviços por ali sem serem inconvenientes. Primeiro porque elas não aparecem em formas de anúncios, como vemos quando entramos em sites e blogs, ou até no Facebook e Twitter. Segundo porque a principal característica da rede é a efemeridade das fotos e vídeos recebidos, que logo são apagados do dispositivo. E, claro, o usuário só abre as mensagens corporativas se quiser.

Com o lançamento recente do recurso Discover, grandes companhias ganharam um espaço mais dedicado na rede social, mas quem ainda não está nesse patamar de reconhecimento utiliza o Snapchat do jeito que pode para oferecer seus produtos e serviços.

É o caso, por exemplo, das chamadas strippers virtuais, que vêm usando a dobradinha Snapchat e Snapcash, um serviço que permite o envio de dinheiro através do app, para oferecer os seus serviços aos usuários. Segundo o New York Times, strippers e estrelas pornôs, homens e mulheres, estão usando a plataforma constantemente para vender os seus serviços, enviando fotos e vídeos de nudez por pequenas quantias, que podem custar de US$ 1 a US$ 5, violando os termos de uso dela.

O Snapchat já está ciente que a violação das regras está acontecendo e postou uma mensagem, na semana passada, aconselhando os menores de idade para que não usem a plataforma para atos ilegais, como enviar fotos e vídeos de nudez.

Nick Bilton, do New York Times, disse desconfiar que o Snapchat já está começando a banir estes usuários, pois, recentemente, adicionou cerca de 30 perfis que prometiam o conteúdo, mas 28 deles foram deletados uma semana depois.

Em comunicado oficial, a rede social afirma que trabalha com sistemas sofisticados que detectam o abuso e bloqueia as contas que violam os termos de uso. "Agimos de modo muito agressivo quanto a esse tipo de coisa e continuaremos nossos esforços nessa direção", diz a nota.