Seus 'likes' no Facebook podem revelar mais sobre você do que imagina

Por Redação | 18 de Março de 2013 às 07h25

Você pode não perceber, mas seus likes no Facebook revelam coisas muito importantes sobre você. Um estudo comprovou que suas curtidas podem involuntariamente revelar traços de personalidade, orientação sexual e até mesmo sua inteligência.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge estudaram os likes de 58 mil usuários da rede social e disseram ser capazes de determinar o QI de cada pessoa, sua orientação sexual, convicções políticas e religiosas, e até mesmo o uso de alguma substância ilícita com uma taxa de precisão de mais de 80%.

O estudo, publicado na 'Proceedings' da Academia Nacional de Ciências norte-americana, analisou expressões de aprovação em determinadas fotos, atualizações de status dos amigos, páginas de esportes, músicos e livros. Esses dados foram comparados com os perfis demográficos fornecidos pelos usuários e outros testes psicométricos, e então os pesquisadores descobriram que conseguiram prever corretamente a orientação sexual de 88% dos usuários estudados, 95% de sua etnia, e 85% de sua orientação política.

"Este estudo demonstra o grau em que registros digitais relativamente básicos do comportamento humano podem ser usados para estimar, de maneira automática e precisa, uma ampla gama de atributos pessoais que as pessoas normalmente supõem ser privados", disseram os pesquisadores no estudo.

Embora se reconheça que a previsão dos atributos e preferências pode ser utilizada para melhorar uma ampla variedade de produtos e serviços, os pesquisadores observaram que houve consideráveis implicações negativas para o modelo de previsibilidade, especialmente quando os registros digitais são analisados sem o conhecimento ou autorização do indivíduo.

"As empresas comerciais, instituições governamentais ou mesmo amigos do Facebook podem usar o software para deduzir atributos como inteligência, orientação sexual ou opiniões políticas que um indivíduo pode não ter a intenção de compartilhar", concluíram os estudiosos. "Tais previsões, mesmo se estiverem incorretas, poderiam representar uma ameaça para o bem-estar de um indivíduo, sua liberdade, ou até mesmo sua vida."

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