Estudo: seus interesses no Facebook podem dizer muito sobre seu peso!

Por Redação | 29 de Abril de 2013 às 10h30

Os seus 'likes' no Facebook podem ajudar os pesquisadores que estudam a saúde a colher dados importantes e, assim, criar uma correlação entre os interesses e atividades dos usuários na rede social com as taxas de obesidade das regiões onde eles vivem.

Um estudo liderado por Rumi Chunara e John Brownstein, do Programa de Informática do Hospital Infantil de Boston (CHIP), chamado 'Avaliando o ambiente social online para a vigilância da prevalência de obesidade', foi publicado na última quarta-feira (24) no PLoS ONE. A equipe responsável pelo estudo notou que, em locais onde os usuários do Facebook têm mais interesses relacionados com atividades físicas, há uma menor incidência de obesidade e excesso de peso. Já aqueles que costumam frequentar restaurantes fast food estão do outro lado da balança, literalmente.

Os pesquisadores compilaram os dados do Facebook, incluindo aquilo que os usuários postam em suas timelines, o que curtem e o que compartilham, e comparou as informações obtidas com dados de pesquisas de saúde realizadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Nova York.

Mapa de obesidade Estados Unidos

Mapa mostra as regiões dos Estados Unidos com maior e menor número de casos de obesidade (Fonte: PLoS ONE)

A comparação mostrou uma ligação clara: as taxas de obesidade foram menores em áreas onde os dados do Facebook revelaram estilos de vida mais ativos e os mais elevados ficaram em áreas onde o maior interesse dos usuários estava relacionado a atividades sedentárias, como assistir televisão. A ideia é que esses dados específicos fornecidos pelos próprios usuários possam ajudar a identificar métodos de intervenção localizados por região.

"As pessoas se aglomeram nas mídias sociais da mesma maneira como fazem na vida real. Se você fuma, seus amigos são mais propensos a fumar. Se você é obeso, seus amigos são mais propensos a serem obesos. Se você causar um impacto no grupo, é possível ter um efeito cascata", disse a Doutora Jennifer Li, chefe da divisão de cardiologia pediátrica no Centro Médico Universitário de Duke ao Time.

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