Saída de diretor do Google+ pode colocar futuro da rede social em xeque

Por Redação | 25 de Abril de 2014 às 17h38

Houve um tempo em que o Google+ era visto pela gigante da tecnologia como sua alternativa própria a redes como o Facebook e Twitter, com a diferença de praticidade de estar integrada a todos os seus outros produtos. Mas esse tempo parece ter passado já que o diretor da plataforma, Vic Gundotra, anunciou nesta sexta-feira (25) que está deixando a companhia.

O anúncio aconteceu em um emocionado post publicado justamente no Google+. Lá, Gundotra conta a história do falecimento do tio de sua esposa e faz um paralelo com a brevidade de seu próprio trabalho, que um dia sempre acaba se tornando uma boa história para se contar. Ele agradece a todos pelos oito anos que passou na companhia, principalmente pelo apoio dado perante o ceticismo da empreitada social.

Além de ser o grandes responsável pelo Google+, Gundotra também foi um dos idealizadores da conferência I/O e, durante algum tempo, passou pelo setor de estratégias mobile e aplicativos da companhia. Ele foi um dos principais aliados do co-fundador da empresa, Larry Page, nesses setores.

Apesar do anúncio com clima bom, o futuro não parece ser muito agradável para a rede social. A saída de seu principal nome reforça pequenos rumores que indicavam o descontentamento do Google com sua plataforma social e, inclusive, uma iniciativa de desvincular a rede de seus serviços, o que seria um primeiro passo para reduzir sua influência.

Fontes ouvidas pelo TechCrunch, por exemplo, já falam até em remanejamento de pessoal. Segundo as informações anônimas, os cerca de 1.200 funcionários que trabalham hoje no Google+ serão divididos entre diversos setores da companhia, incluindo os responsáveis pelo Android e Hangouts.

Assim como aconteceu com o Orkut e a maioria dos serviços do Google que caíram em desuso, porém, o + não deve ser desativado. Ele continuará online para quem quiser utilizá-lo, mas não mais será parte do portfólio de serviços principal da companhia nem será um produto essencial para quem quiser utilizar outras soluções da empresa, como acontece hoje.

A ideia passada pelos informantes anônimos é que Larry Page estaria seguindo os mesmos passos de Mark Zuckerberg e outros concorrentes, dando cada vez mais foco às plataformas mobile e aproveitando os envolvidos em sua rede social para ampliar a força envolvida em tais segmentos. A compra do WhatsApp pelo Facebook também teria fortalecido a ideia de acabar com o Google+, já que teria sido vista dentro da companhia como a maior aquisição mobile do ano e um bonde que foi perdido pela empresa.

Todas essas informações, porém, foram negadas por um porta-voz do Google, que afirmou apenas que a saída de Gundotra não terá influência alguma na estratégia com a rede social.

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