Resultado financeiro do LinkedIn surpreende e supera expectativa do mercado

Por Redação | 01.08.2014 às 13:05

O Linkedin divulgou nesta quinta-feira (31) seus resultados financeiros para o segundo semestre deste ano e surpreendeu os analistas que esperavam por um crescimento inferior. De acordo com o balanço, a empresa por trás da rede social destinada a profissionais bateu a marca de US$ 534 milhões em receita. O resultado positivo fez os papéis da companhia subirem 8 pontos percentuais e baterem a marca de US$ 195.

Para este trimestre, os analistas esperavam uma receita em torno de US$ 511 milhões, 4% a menos que o apresentado ontem. Comparados aos números de um ano atrás, quando o LinkedIn apresentou receita de US$ 364 milhões, o número apresenta um crescimento de 47%.

Apesar da surpresa dos investidores e analistas, há dois trimestres a companhia vem apresentando resultados acima do esperado. Para o CEO do LinkedIn, Jeff Weiner, os bons resultados são frutos dos investimentos contínuos que a empresa vem fazendo. "Nós conseguimos apresentar um resultado financeiro sólido neste trimestre e continuamos a investir em nossos membros e nas ofertas aos clientes", disse o executivo numa declaração. "Progredimos significativamente em vários pontos estratégicos, como a oferta de empregos no LinkedIn, a expansão da nossa plataforma profissional e a oferta estratégica de conteúdo patrocinado aos usuários".

Após tantos resultados positivos, agora há mais expectativas otimistas para o futuro. Para a companhia, o próximo trimestre também será de vacas gordas e espera-se que a receita bata a marca de US$ 543 milhões. Ao fim do ano fiscal, a empresa espera dar uma guinada gigantesca nos números, saltando de US$ 75 milhões para US$ 2,1 bilhões.

Para alcançar este objetivo, no entanto, a rede social terá que focar seus esforços em três questões-chave para seu crescimento: como atrair novos usuários que não sejam empresários, expandir sua atuação para novos países e aumentar a arrecadação entre seus usuários.

Como lembra o TechCrunch, a companhia já deu alguns passos rumo à solução dessas questões, sendo o mais importante deles a aquisição da Bizo por US$ 175 milhões. Especializada em segmentação e análise corporativa, com a Bizo o LinkedIn passou a contar com ferramentas que auxiliarão na publicidade e marketing da marca. "Agora contamos com ferramentas mais poderosas para marcas que querem fortalecer seus laços com outros profissionais", disse a empresa à época.

Outra área que é vista como estratégica na companhia é a mobile. De acordo com o relatório financeiro, atualmente mais de 45% dos acessos ao site são feitos através de dispositivos móveis e este é um segmento que deve ser melhor explorado. Para cumprir esse objetivo, o LinkedIn tem apostado forte no redesign de suas aplicações para esse tipo de dispositivo e recentemente fechou parcerias estratégicas e lançou o novo app Connected, que utiliza recursos de computação antecipatória e inteligência artificial para tornar a linha do tempo dos usuários mais relevante e útil.

Agora, especialistas preveem que a rede social apostará na reestruturação da plataforma como um todo. Para eles, o foco a partir de agora será em meios de tornar o LinkedIn num local onde as pessoas se reúnem com mais frequência e não apenas para procurar emprego. Apesar desse esforço, a empresa não descartará a busca por empregos (ou por funcionários), que continuará sendo o cerne de toda a rede.

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