Promotor italiano pode colocar Facebook sob investigação depois de suicídio

Por Redação | 27.05.2013 às 18:28

A italiana Carolina Picchio, 14 anos, cometeu suicídio depois que um vídeo no qual aparece bêbada e caída em um banheiro durante uma festa foi postado no Facebook e uma série de agressões online começaram a surgir. As pessoas responsáveis pela prática de ciberbullying têm entre 15 e 17 anos de idade, é são amigas do ex-namorado da adolescente, que já a havia ofendido na rede após o término do relacionamento. As informações são do Telegraph.

A promotoria que investiga o caso entrou com uma queixa-crime no tribunal de Roma, na Itália, contra o Facebook, alegando que a companhia teria exercido um papel importante no suicídio de Carolina. A adolescente escreveu em seu perfil na rede social, poucas horas antes de ser encontrada morta, que pedia desculpas por "não ser forte o suficiente" e por "não aguentar mais".

Francesco Saluzzo, promotor da cidade de Novara, afirmou que não descarta a possibilidade de colocar a equipe do Facebook sob investigação. O promotor afirmou que está apurando informações sobre o motivo pelo qual o vídeo difamatório ficou no ar "por dias" mesmo depois que muitos amigos da adolescente solicitaram sua remoção junto à rede social.

Suicídio vídeo Facebook

Carolina Picchio (Reprodução: Telegraph)

"Existe um procedimento para a solicitação de remoção de mensagens que violam as regras da rede social", afirmou Saluzzo. "Esta é uma investigação aberta, sem suspeitos nomeados ainda. O próprio Facebook não está sob investigação. Mas nós poderíamos, teoricamente, investigar funcionários do Facebook que não responderam aos pedidos de remoção de conteúdo".

O Facebook oferece páginas onde os usuários podem relatar conteúdos ofensivos publicados na rede social e em 2011, lançou um aplicativo, intitulado 'Stop Bullying, Speak Up', para auxiliar na conscientização de seus usuários sobre a prática. Todos os envolvidos na publicação do vídeo ofensivo na rede, incluindo o ex-namorado de Carolina Picchio que afirma não ter nada a ver com o caso, estão sendo ouvidos pela Justiça italiana.