Professora se demite após recusar desfazer amizades com alunos no Facebook

Por Redação | 09.04.2014 às 16:30

Após 35 anos como professora substituta, Carol Thebarge, 79, preferiu se demitir a desfazer amizades com alunos no Facebook. A ordem foi dada pela direção do colégio onde ela trabalhava em Charlestown, Estados Unidos, após um escândalo de abuso sexual envolvendo um professor e uma aluna de 14 anos.

"Não me penalizem por causa de outra pessoa", Thebarge falou ao New Hampshire Union Leader, "eu me sinto ofendida por ter seguido aquilo por apenas uma semana". A medida, que proíbe professores do colégio Stevens High School de serem amigos de seus alunos em redes sociais - incluindo o Facebook -, já havia sido implementada há alguns anos, mas, após 50 amizades desfeitas, a professora resolveu que não queria mais seguir a ordem.

"Eu tinha alunos perguntando o que eles fizeram de errado", ela disse. "Eu escondi minha lista, mas então eu percebi que sempre havia ensinado a eles que 'vivam suas verdades', então eu desbloqueei e ela [a administradora do colégio] me deixou em paz".

No entanto, após o escândalo, a medida passou a ser obrigatória. O superintendente escolar, Middleton McGoodwin, disse que não poderia fazer exceções para uma única pessoa e pediu que ela obedecesse a ordem ou se demitisse. Thebarge escolheu a segunda opção.

Carol Thebarge, que agora está com 79 anos, começou a lecionar aos 44 após a morte de um neto. Apesar de não possuir licença como professora, nos últimos 35 anos ela preencheu diversos cargos vazios em escolas, servindo de professora substituta para diferentes turmas em assuntos que ela chama "motivacionais" - reforçando valores como honestidade e caráter. Agora, ela pretende se aposentar da função.

O superintendente McGoodwin a descreveu como uma pessoa querida pelos alunos e sente a perda da escola, mas disse que sua principal responsabilidade é manter um "ambiente escolar seguro física e emocionalmente para os funcionários e alunos". Estudantes da Stevens High School fizeram protestos e estão colhendo assinaturas para que Carol - apelidada de Sra. T - volte a lecionar. Ela, contudo, disse que não tem intenção de ser professora novamente.