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'Pinterest' não é do Pinterest: marca é perdida na Europa para agregador

Por Redação | 03 de Janeiro de 2014 às 18h21
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Os planos de expansão do Pinterest na Europa agora enfrentam um grande obstáculo. De acordo com decisão judicial, a rede social de compartilhamento de imagens perdeu os direitos sobre sua marca no Velho Continente para a Premium Interest, uma startup de Londres que atua no campo doa agregadores de notícias em redes sociais.

De acordo com a justiça, o Pinterest deverá mudar sua marca para atuar na Europa ou, então, obter uma licença junto aos detentores dos direitos sobre o nome. O acordo, claro, envolve o pagamento de royalties e taxas de licenciamento e pode não ser vantajoso para a rede social, que levantou US$ 225 milhões em outubro de 2013 para começar sua atuação no território europeu.

Trata-se de uma questão de tempo. Apesar do Pinterest afirmar já existir quando a Premium Interest registrou a marca na Europa, a documentação teria sido submetida pela startup cerca de dois meses antes da inauguração do site nos Estados Unidos. As informações são do blog Mark Matters, que pertence a Knijff, uma firma de advocacia especializada em patentes e proteção de marcas.

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A decisão da justiça europeia foi publicada em novembro, mas somente veio a público agora, e rejeitou todas as alegações do Pinterest. Entre os argumentos da rede social estavam artigos na imprensa e documentos que tentavam provar a idade da marca, mas que não foram considerados válidos pelos juízes.

Além de perder os direitos sobre a marca, o Pinterest também deverá pagar os custos do processo. Ao site Tech Crunch, um porta-voz da rede social afirmou que a empresa vai recorrer da decisão, já que leva a questão de direitos autorais e proteção de sua marca muito a sério.

“Prática comum”

Premium Interest

O fundador da Premium Interest, Alex Hearn, afirma que o registro da marca Pinterest na Europa foi uma medida para proteger sua propriedade intelectual. E elogiou a decisão da justiça europeia, citando que muitas vezes, o crescimento astronômico de serviços na web acaba sendo suficiente para atropelar leis e marcas alheias, algo que não aconteceu nesse caso.

Por outro lado, Hearn disse ter profundo respeito pelo Pinterest e espera que as empresas, juntas, possam encontrar uma solução para o entrave, mas evitou falar na possibilidade de um licenciamento do nome. Segundo ele, existe a intenção de utilizar a marca em seu próprio serviço, que ainda não entrou no ar mas passa no momento pelos ajustes finais.

O Pinterest, no Premium Interest, seria o nome do ranking de notas e visualizações que o agregador utilizaria para ranquear as notícias mais importantes em diversos segmentos. A ideia, segundo os próprios criadores da iniciativa, é que os textos mais importantes sejam escolhidos não pelos editores, mas sim, por toda a comunidade. A previsão é que o lançamento aconteça em meados de 2014.

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