Pesquisa mostra que Twitter pode deixar médicos mais preparados para consultas

Por Redação | 16.02.2015 às 15:50

Um novo estudo revela que o Twitter pode auxiliar os médicos a estarem melhor preparados para responder perguntas de seus pacientes e saber o que a maioria deles pensa. De acordo com o trabalho, que será apresentado na assembleia anual de 2015 da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), cada vez mais profissionais da saúde estão utilizando as redes sociais para monitorar os seus pacientes. As informações são do site Shiny Shiny.

O estudo, que foi realizado por pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica, em Vancouver, Canadá, teve como foco principal saber quem está por trás do compartilhamento de informações relacionadas à saúde na internet e que tipos de informações são os mais compartilhados.

"Muitas pessoas usam o mundo digital para obter informação sobre saúde, mas se tem investigado pouco sobre quem está participando destas discussões e que tipo de informação se está compartilhando", declarou Julie Robillard, autora e professora de Neurologia no Centro Nacional para a Neurologia e Saúde Cerebral da Universidade da Colúmbia Britânica.

Durante seis meses, Robillard e Emanuel Cabral, estudante do quarto ano de Psicologia, passaram monitorando as conversas e informações compartilhadas no Twitter sobre pesquisas relacionadas às células-tronco que podem tratar lesões na medula espinhal e a doença de Parkinson. O que eles descobriram é que, para a maioria das pessoas, o uso de células-tronco não é uma controvérsia. Ao contrário, as pessoas compartilharam estes temas como descobertas que lhes deram esperança. "Esperávamos ver um debate sobre a controvérsia sobre o uso das células-tronco, mas as pessoas estão compartilhando ideias de esperança e expectativas muito mais do que qualquer coisa", reconhece Robillard.

O estudo mostrou que aproximadamente 25% dos tweets sobre lesões na medula espinhal e 15% dos tweets relacionados à doença de Parkinson eram de profissionais da saúde. Além disso, foi constatado que a maioria dos tweets compartilhados foram sobre os resultados de estudos, particularmente aqueles em que se percebem claramente os avanços da medicina.

Entre os que tuitaram sobre lesões na medula espinhal, a maioria dos usuários falou sobre testes clínicos, enquanto que a maior parte dos usuários que compartilharam informações sobre a doença de Parkinson falava sobre os métodos que estão se desenvolvendo para conseguir novos tratamentos.

A pesquisa afirma ainda que as informações obtidas no Twitter podem ajudar os médicos a entender o tipo de informação, a que os seus pacientes estão tendo acesso, sobre determinadas doenças e tratamentos. Isso deve ajudá-los a antecipar que medidas os pacientes estão mais propensos a adotarem, tornando-os mais preparados para as consultas.

Fonte: http://www.shinyshiny.tv/2015/02/doctors-use-twitter-understand-patients-study-says.html