Pesquisa aponta que perfis falsos no Twitter podem gerar milhões de dólares

Por Redação | 08.04.2013 às 18:17

Parece que um mercado rentável e em expansão foi encontrado dentro do universo do Twitter: os perfis falsos, ou 'fakes'. Os pesquisadores italianos Andrea Stroppa e Carlo De Micheli estimam que os perfis fake na rede de microblogging possuem potencial para encabeçar um negócio de US$ 40 a US$ 360 milhões (algo em torno de R$ 80 e R$ 720 milhões).

Esses perfis falsos ajudam a engordar o número de seguidores de outros fakes, que podem ser vendidos no "mercado negro" da rede social. De acordo com o Bits, do New York Times, atualmente existem dezenas de serviços de venda de contas falsas no Twitter, e o preço médio cobrado por cada mil seguidores é US$ 18 (cerca de R$ 36).

Os pesquisadores de segurança que avaliaram a situação do Twitter estimam que já existem mais de 20 milhões de contas "fantasmas", recheadas de seguidores falsos. Já existem softwares capazes de criar 100 mil contas em apenas cinco dias. Mas não basta apenas encher um perfil de seguidores falsos; para que ele realmente tenha um valor perante o mercado de vendas, é preciso que haja interação.

Os especialistas explicam que as contas falsas mais cobiçadas possuem fotos de perfil, biografias completas e às vezes até links para sites que alegam pertencer ao suposto dono da conta. Mas, em muitos casos, um olhar mais atento mostra que algumas das contas foram criadas exclusivamente para retuitar materiais de sites específicos.

"Ultimamente, os revendedores não têm vendido apenas contas e seguidores, mas agora estão entrando no negócio de retuíte", explicam os pesquisadores italianos. Eles disseram ainda que os preços variam entre cinco retuítes diários, pelo valor de US$ 9 (cerca de R$ 18) por mês, e 125 retuítes diários, pelo valor mensal de US$ 150 (cerca de R$ 300).

Algumas ferramentas já foram desenvolvidas para determinar qual a porcentagem de seguidores falsos que uma pessoa possui no Twitter, como o FakeFollowes da SocialBakers, por exemplo. Mas isso não impede o crescimento desse mercado.

Jim Prosser, porta-voz do Twitter, falou ao jornal norte-americano sobre a dificuldade de diferenciar uma conta falsa de uma real: "40% da nossa base de usuários só consome conteúdo. O que parece ser uma conta falsa pode ser realmente alguém que está no Twitter apenas para seguir as pessoas – como a minha mãe, que segue meu irmão e eu, não tem uma descrição no perfil e nunca twittou por conta própria", disse.