Pesquisa afirma que emoções expressas no Facebook formam correntes

Por Redação | 17.03.2014 às 18:12

Ultimamente, estamos nos deparando com uma pequena decaída do Facebook em relação ao cadastro de novos usuários e até em seu preço de ações no mercado. Porém, de acordo com o Wall Street Journal, isso não significa que o Facebook não tenha seus usuários assíduos e que acessam o site todos os dias, permancendo horas e mais horas dentro da rede-social criada por Mark Zuckerberg.

Recentemente, a revista científica "Plos One" publicou um dos maiores estudos públicos feitos até hoje baseados em comportamentos no Facebook, que mostrou resultados no mínimo interessantes. A pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, da Universidade Yale e do Facebook Inc. mostra que as emoções que revelamos on-line são contagiosas.

De início, os pesquisadores identificaram que, em dias de chuva, as expressões negativas aumentaram 1,16% e as positivas caíram 1,19%.

"Embora os efeitos sejam pequenos, o seu significado estatístico é o que importa", constatou James Fowler, cientista político da Universidade da Califórnia, que foi o principal autor da pesquisa publicada na revista on-line "PLOS ONE" sobre o estudo intitulado "Detecting Emotional Contagion in Massive Social Networks" (detectando contágio emocional em redes sociais de massa, em tradução). "Por cada pessoa afetada diretamente, a chuva altera a expressão emocional de uma ou duas outras pessoas".

"Com 1,2 bilhão de usuários ativos, um clima de otimismo ou pessimismo pode se espalhar de forma muito rápida no Facebook", diz Fowler. "E isso pode influenciar os mercados financeiros, que têm bolhas e estouro de bolhas, e pode ter influência na atividade política", diz. "Queríamos saber se as mudanças emocionais em uma pessoa poderiam provocar o mesmo sentimento em outra pessoa e foi exatamente isso que encontramos".

Segundo Fowler, este estudo feito por ele e seus colegas analisou atualizações publicadas por 100 milhões de usuários nas 100 cidades mais populosas dos EUA entre janeiro de 2009 e março de 2012. Para garantir ainda mais a confidencialidade do estudo, os dados foram guardados nos servidores do Facebook e acessados apenas pelos cientistas de dados da empresa, dois dos quais são os autores da pesquisa.

Fonte: The Wall Street Journal, Brasil