Indiano é preso devido a uma opinião publicada no Twitter

Por Redação | 10 de Novembro de 2012 às 18h23

As redes sociais se tornaram o principal local para os usuários expressarem suas opiniões sobre política e notícias atuais, porém, muitos países não encaram a possibilidade dessa maneira. Na Índia, um cidadão foi preso por ter publicado uma mensagem no Twitter sobre alguns membros do Congresso Nacional. As informações são da BBC.

Ravi Srinivasan, 46 anos, tuitou sua opinião no dia 20 de outubro para os seus 16 seguidores sobre Karti Chidambaram, político do partido de situação e filho do ministro das Finanças da Índia, P. Chidambaram. Em sua mensagem, Srinivasan afirmou que Karti tinha "acumulado mais riquezas que Vadra".

Ele estava fazendo uma alusão ao genro da congressista Sonia Gandhi, Robert Vadra, que estava no centro da disputa política sobre os seus vínculos com uma empresa indiana de grande importância. Vadra, por sua vez, nega todas as acusações.

Indiano preso por tweet

Reprodução: BBC

No entanto, Chidambaram não aceitou as críticas de forma passiva e no dia 29 de outubro entrou com um pedido de prisão contra Ravi Srinivasan. "A liberdade de expressão está sujeita a restrições razoáveis. Eu tenho o direito de buscar meios constitucionais/legais para me defender de tweets difamatórios", escreveu em seu perfil pessoal no microblog o político.

Também pela primeira vez, a polícia agiu rapidamente e prendeu Srinivasan no dia seguinte, sob a acusação de ferir a seção 66A da Lei de Tecnologia da Informação do país. O juiz do caso se negou a aceitar fiança e liberá-lo, e, com isso, o 'tuiteiro' deverá passar 15 dias recluso.

A repercussão do caso na internet fez com que o cidadão preso ganhasse muitos aliados e se recusasse a pedir desculpas públicas pelo que havia escrito. Para ter uma ideia, o perfil de Srinivasan passou de 16 seguidores para 2.300 em apenas 48 horas.

Além disso, ativistas do movimento anti-corrupção indiano questionaram publicamente a posição da polícia e do Congresso, afirmando que Ravi era um defensor dos direitos do cidadão e do fim da corrupção de forma voluntária, ou seja, não estava ligado a nenhuma instituição ou partido político.

Em abril, o governo de Bengala Ocidental, liderado pela ministra Mamata Banerjee, utilizou a mesma seção 66A da lei digital do país para enquadrar um professor que havia enviado um e-mail para seus colegas com um desenho considerado levemente crítico a ela.

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