Para tristeza dos usuários, Twitter estuda reprodução automática de anúncios

Por Redação | 17 de Dezembro de 2014 às 13h11

Com a reprodução automática de vídeos publicitários, o Facebook conseguiu aumentar significativamente – mesmo que de forma artificial, diriam alguns – o engajamento dos usuários com os anúncios. E agora, uma solução semelhante estaria sendo estudada pelo Twitter, que pretende investir mais em propagandas desse tipo e busca dar a suas marcas o mesmo suporte que elas encontram em outras redes sociais.

Os vídeos, não apenas publicitários, mas também institucionais e criados pelos próprios usuários, se tornaram uma parte integrante do Twitter nos últimos meses, com a aquisição de startups para esse fim e um trabalho pesado em mecânicas de compressão. Mas, para membros da diretoria da empresa, essa também é uma funcionalidade que destoa dos propósitos originais da rede e, por isso mesmo, a reprodução automática de vídeos publicitários iria contra a ideia original do serviço, baseado completamente em texto.

De acordo com as informações do site Ad Week, a discussão interna sobre o assunto foi categorizada como um “cabo de guerra” por fontes ligadas à empresa. De um lado, estão os já citados puristas. De outro, a necessidade de se criar um modelo de monetização confiável e rentável, principalmente depois da abertura do capital da empresa, um movimento que, para muita gente, foi um tanto quanto prematuro.

As discussões internas seriam motivadas, também, por uma pressão dos publicitários. Eles querem ver a audiência do Twitter, que muitas vezes pode ser diferente ou mais direcionada que a do Facebook, entrando na dança e recebendo as propagandas. Além disso, conta a favor da rede social o fato de que o custo por visualização ainda é menor que o do Facebook ou YouTube, por exemplo, apesar de possuir um grande número de usuários. Tudo por causa da pouca penetração dos vídeos até o momento.

Além disso, vale lembrar que muitos aplicativos ou soluções de terceiros para acesso ao Twitter bloqueiam completamente os anúncios – e, vale dizer, são opções bastante populares. Enquanto a versão “tradicional” da rede social, principalmente nos celulares, mostra anúncios aqui e ali, o Tweetdeck, um dos apps mais usados, faz com que eles desapareçam completamente. Portanto, temos aí mais um problema para a empresa, que precisa dosar a felicidade de seus utilizadores com sua necessidade de ganhar dinheiro.

Mas, para o mercado, a ideia geral é que, se a reprodução automática foi um sucesso no Facebook, com altas taxas de vídeos vistos até o final, o mesmo aconteceria também no Twitter. E, enquanto a diretoria da empresa reluta em aplicar essa novidade, muitos diriam que ela permanece cada vez mais em uma terceira colocação em termos de inovação, na medida em que a rede social de Mark Zuckerberg amplia cada vez mais seu domínio nesse segmento e chega a, inclusive, incomodar o Google e o YouTube, partindo em busca de algumas de suas grandes estrelas na área de produção audiovisual.

Oficialmente, nada foi confirmado. Por enquanto, a reprodução de vídeos no Twitter continua exatamente como está. Mas não fique surpreso se, logo mais, os clipes publicitários começarem a ser reproduzidos automaticamente em sua linha do tempo, já que essa parece ser uma possibilidade cada vez mais plausível.

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!