Panoply: a rede social que tenta ajudar no combate à depressão

Por Redação | 03.04.2015 às 07:40

Apesar de representar uma das doenças mais comuns da era moderna, a depressão é conhecida desde a antiguidade. É muito importante lembrar que estamos falando de uma patologia, portanto exige um tratamento médico adequado. Mas até que ponto uma ferramenta mais atual, como um site, poderia ajudar pessoas depressivas?

Pesquisadores do Media Lab do MIT e da Universidade Northwestern resolveram testar intervenções baseadas na web para ajudar a melhorar a saúde mental dos internautas e criaram uma rede social experimental chamada Panoply, que visa ajudar usuários a diminuir sua ansiedade e reverter os sintomas da depressão.

A ideia do site é treinar os usuários para reformular e reavaliar pensamentos negativos, com a incorporação de uma técnica já estabelecida chamada terapia cognitivo-comportamental a uma interface não ameaçadora e atraente. Assim como outras redes sociais, o Panoply vai cumprir seu objetivo de conectar pessoas, mas de uma forma mais específica e estruturada, tentando fazer com que elas olhem para uma situação problemática a partir de diferentes perspectivas.

Panoply

Imagem: Reprodução / Wired

Quando uma pessoa está estressada, por exemplo, elas escrevem no Panoply o que está lhe causando problemas. Então, os demais usuários respondem o post com uma opinião contrastante, que ajude a pessoa a ter uma nova visão sobre a situação. Os comentários são controlados para garantir que o dono da postagem não sofra abusos – como acontecia durante o boom do app Secret, que tinha como objetivo inicial dar espaço para as pessoas desabafarem e receber conselhos sobre os problemas compartilhados.

O estudo do Panoply envolveu 166 pessoas ao longo de um período de três semanas e os pesquisadores sugeriram uma interação mínima de 25 minutos por semana para ver os resultados. Depois do teste ter confirmado sua efetividade, Robert Morris, que utilizou o Panoply como sua tese de doutorado no MIT, está trabalhando para transformar a ideia em um aplicativo comercial, que possa ser distribuído para o público em geral.

Morris acredita que o site poderia ter um apelo mainstream e dinâmico se comparado aos livros de autoajuda e todas as coisas relacionadas a vida saudável. Para ele, essa é uma alternativa ao "conteúdo didático estático para ensinar técnicas terapêuticas".

Via Wired