Organizações querem acabar com obrigatoriedade de nomes reais no Facebook

Por Redação | 01 de Outubro de 2014 às 18h46

Uma união entre grupos de defesa à causa LGBT e organizações de proteção à privacidade está conversando com diretores e representantes do Facebook para tentar suspender a norma que obriga a utilização de nomes reais na rede social. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (1) e contou com a presença de Chris Cox, chefe de pessoal da rede social, além de outros representantes da empresa. As informações são do IT World.

Liderando o encontro está o Transgender Law Center, uma organização civil da cidade de São Francisco, que compôs uma carta aberta sugerindo mudanças nos sistemas de verificação de identidade do site. Além da ONG, assinam também a Electronic Frontier Foundation, o National Center for Lesbian Rights, a National Lawyers Guild e a American Civil Liberties Union, entre outras organizações ligadas às duas causas.

A ideia de todas elas é proteger a identidade e a privacidade dos usuários da plataforma, além de permitir uma maior liberdade na escolha de gênero e orientação online. Entre a principal norma que o grupo quer ver suspensa está a exigência de envio de uma identidade oficial como prova para obtenção de um nome no Facebook, caso ele venha a ser bloqueado pelo sistema.

A proteção existe para evitar a criação de fakes de celebridades ou figuras de renome, além de impedir o uso de nomes impróprios ou ofensivos. Por outro lado, para o TLC, é também uma norma que impede transexuais de utilizarem a identidade que decidiram adotar, em vez de aquela com a qual nasceram. Além disso, impõe barreiras para aqueles que querem manter a própria privacidade online, mas desejam aproveitar os benefícios do Facebook para estar em contato com amigos e parentes.

A ideia do grupo é permitir que as pessoas sejam “autênticas” na rede social, além de permitir que ela seja mais democrática e aberta ao público. A carta cita, por exemplo, o caso de imigrantes ilegais, que podem ter no Facebook uma das poucas maneiras para contatos com seus familiares, mas que por estarem contra a lei em seu país de residência, podem querer preservar suas identidades ou são incapazes de fornecerem documentos.

Além disso, a organização cita vítimas de violência doméstica, estupro ou perseguição como outras beneficiadas pela suspensão da norma, caso ela seja aceita. Ainda, pede a disponibilização de sistemas mais claros para recorrer sobre contas suspensas e também para a desativação de perfis de pessoas falecidas, sem que a família precise se submeter por um longo e burocrático processo para reaver o controle.

As discussões começaram no mês passado, quando o Facebook excluiu e bloqueou perfis de membros do TLC, além de diversas drag queens, devido a violações nas regras. O grupo protestou pela internet e obteve sucesso na recuperação de algumas contas. Agora, segue em frente para mudar as regras e sugerir métodos alternativos para verificação de identidade.

A reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira (1). Após seu fim, Cox publicou um pedido de desculpas público às pessoas afetadas pelo bloqueio recente e prometeu alterações nas políticas, de forma a atender aos pedidos da organização.

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