Na Europa, Tinder é mais caro para assinantes mais velhos

Por Redação | 02.03.2015 às 16:01

Como já era sabido há bastante tempo, o Tinder está lançando um pacote de assinaturas “premium” para aqueles que buscam o amor por meio do smartphone. Lançada aos poucos ao redor do mundo, a novidade já estaria disponível para os brasileiros, e agora, estreou no Reino Unido com uma particularidade que já está gerando críticas para a companhia: usuários maiores de 28 anos precisam pagar mais.

Entre os benefícios extras de uma assinatura do Tinder estão a possibilidade de voltar atrás em curtidas ou negativas dadas, além de explorar outras regiões que não a própria, além de desabilitar os anúncios da plataforma. Para os ingleses, tais regalias custam £ 3,99 (aproximadamente R$ 18) ao mês, mas os mais velhos estariam se surpreendendo ao serem cobrados, sem adicional algum, um valor de £ 14,99, pouco mais de R$ 65.

A empresa ainda não falou no assunto, o que está, a cada momento, afastando a possibilidade de se tratar de um erro e se mostrando mais como uma opção consciente da empresa. O Business Insider, que falou sobre o assunto, lembra que indícios sobre essa diferenciação de preços de acordo com a idade já havia aparecido em logs de atualização do aplicativo, mas na época, claro, acreditava-se ser uma opção ainda em caráter de testes ou simplesmente não-finalizada.

A notícia nada positiva chega para adicionar ainda mais negatividade às críticas ao Tinder, que já vem sendo atacado pela imprensa internacional por apostar em um modelo de monetização que não simplesmente adiciona recursos por meio da assinatura, mas os remove daqueles que usam a versão gratuita. Em alguns países, por exemplo, os usuários possuem um número limitado de curtidas diárias, que aos moldes de jogos como Candy Crush, podem ser compradas adicionalmente por meio de microtransações.

O Reino Unido é um dos territórios que já contam com essa limitação, assim como é, também, um dos países com maior número de usuários do Tinder em relação ao total da população. A expectativa, porém, é que com tais mudanças, o crescimento acelerado de novos membros da rede, que no último trimestre de 2014 alcançou um recorde de quase 30% de aumento, não se mantenha ao longo dos próximos meses.