Mudanças no Facebook devem mudar forma como pequenas empresas atuam na rede

Por Redação | 02 de Dezembro de 2014 às 11h18

Recentemente, o Facebook anunciou um pacote de mudanças envolvendo a atualização dos termos de uso, políticas de dados e cookies da rede social que deve alterar sensivelmente a forma como o material promocional não remunerado de pequenas empresas é exibido por lá.

Com a alteração, os anúncios não pagos perderão espaço e é provável que a rede passe a ser um lugar pouco interessante para empresas que não estão dispostas a investir em anúncios na plataforma. Quando as medidas entrarem em vigor no dia 1º de janeiro do ano que vem, os microempreendedores terão dificuldades para atingir os seguidores de suas páginas no Facebook com postagens de marketing que não são patrocinadas.

Esse efeito colateral já foi anunciado até mesmo pelo Facebook, quando, em novembro, disse que as empresas que postam mensagens para promover seus produtos ou serviços terão "uma redução significativa na distribuição". Em resumo, se os empresários não pagarem para promover uma mensagem comercial, ela não chegará a praticamente nenhum usuário da rede social, mesmo que ele curta a página da empresa.

O pior de tudo é que esse efeito negativo será sentido quase que imediatamente por pelo menos 80% das pequenas empresas, que, segundo um levantamento da Webs, utilizam o Facebook como principal ferramenta de marketing para promover seus negócios. A pesquisa levou em conta 2.292 empresas de pequeno porte que atuam nos Estados Unidos e identificou que as principais razões que as levaram a utilizar o Facebook foram a aquisição de clientes, aumento da visibilidade da marca e construção de uma rede de seguidores.

Segundo Dan Levy, vice-presidente do Facebook para pequenos negócios, as opções de publicidade paga na rede social têm sido mais eficazes e que as pequenas empresas devem ver o Facebook como uma plataforma para "ajudá-los a expandir seus negócios". Em declaração ao Wall Street Journal, ele disse que "não se trata de uma simples solução social de nicho para a obtenção de maior alcance ou para fazer um post se tornar viral".

Ainda de acordo com o executivo, "o alcance orgânico é apenas uma das várias razões para as empresas terem presença no Facebook" e há uma certa "empatia" dos empresários que estão sentindo essa "evolução" em decorrência da redução do alcance orgânico.

Dados da rede social mostram que, no mês passado, houve mais de 1 bilhão de visitas diretas às páginas no Facebook. "Por isso, ter uma presença onde se pode ser descoberto ainda tem uma tonelada de valor. Nós não queremos que paguem qualquer dólar para nós, a menos que possamos ajudá-los a expandir o seu negócio", afirma Levy.

De acordo com um relatório da Forrester Research, divulgado nesta segunda-feira (01), as mensagens de marcas bem conhecidas atingem apenas cerca de 2% de seus fãs e seguidores, enquanto que, em média, menos de 0,1% das pessoas interagem com as publicações.

Apesar do pouco alcance das postagens, alguns empresários de pequenas empresas afirmam que já começam a usar o Facebook como "um canal de marketing pay-to-play". Isso deve-se ao fato dos custos envolvidos em anúncios na rede social serem bem menores que campanhas publicitárias tradicionais, inacessíveis para o perfil dos pequenos negócios.

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside/home/internet/01/12/2014/novas-regras-anunciadas-pelo-facebook-devem-prejudicar-pequenos-negocios/#.VH2i1dLF9F8

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