Memes apresentam adaptação semelhante à dos genes, diz Facebook

Por Redação | 10 de Janeiro de 2014 às 10h00

Se você acessa o Facebook com certa frequência, com certeza já se deparou com os memes, aquelas mensagens engraçadinhas ou extremamente sérias que se proliferam pelas linhas do tempo e assumem diferentes formas e variações. O que pode acabar se tornando uma praga repetitiva para alguns usuários foi tema de pesquisa iniciada em 2009 pela própria rede social, que concluiu que os posts sofrem um processo de adaptação semelhante ao dos genes humanos.

De acordo com o estudo, os memes surgem a partir de uma ideia inicial e, com o tempo, acabam ganhando novas versões ou têm seu texto original alterado de forma a se encaixarem melhor a nichos específicos. Evoluções também foram percebidas, com o texto original ganhando expansões e modificações completas, ao ponto de muitas vezes se tornarem algo completamente diferente.

A mensagem analisada pela pesquisa foi postada em setembro de 2009 e falava sobre o Obamacare, a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos proposta pelo presidente Barack Obama. O post trazia uma mensagem simples, motivando as pessoas a compartilharem seu apoio ao projeto afirmando que “ninguém deveria morrer por não poder pagar por assistência médica e ninguém deveria ir à falência por ficar doente” em suas linhas do tempo.

470 mil usuários replicaram a mensagem exatamente como ela foi concebida. Porém, com o tempo, mais de 121 mil variações do texto começaram a surgir, com alterações que incluíam imagens, o nome de pessoas que seriam beneficiadas pelo Obamacare ou que mudavam completamente o contexto do post. Elas geraram 1,1 milhão de compartilhamentos.

Uma versão conservadora, por exemplo, modificava completamente a temática afirmando que “ninguém deveria morrer porque o governo está envolvido na saúde”. Outras transformaram completamente a mensagem usando Star Wars (“ninguém deveria ser congelado em carbonita porque não puderam pagar Jabba The Hutt”) ou zumbis (“ninguém deveria morrer [por eles] porque não conseguem comprar uma arma”).

A conclusão do estudo mostra que os memes fazem total jus às origens do termo, que já comparava a maneira como mensagens poderiam ser modificadas e evoluir exatamente como os genes. Agora, o estudo do Facebook, com duração de anos, mostra que tal relação realmente faz sentido e que os posts na rede social, assim como nosso corpo, são capazes de se adaptar a diversas condições.

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