'Mark Zuckerberg italiano' lançará rede social no Brasil em outubro

Por Redação | 06.08.2014 às 17:00
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Matteo Achilli é um jovem empreendedor de 22 anos que tem sido chamado pela imprensa internacional de "Mark Zuckerberg italiano". O motivo? A criação do Egomnia, uma plataforma gratuita semelhante à rede social mais usada do mundo, porém com elementos do LinkedIn. E apesar do site ter pouco mais de um ano de vida – sua estreia foi em março de 2012 –, já conta com mais de 330 mil usuários ativos e quase 800 empresas cadastradas.

O Egomnia funciona como um meio entre os candidados a vagas de emprego e companhias que buscam novos funcionários. É possível inserir dados como formação acadêmica, cursos extras e experiência profissional, e não é preciso enviar arquivos em PDF ou documentos, pois tudo funciona online. O grande diferencial do serviço é uma espécie de ranking universal disponível no perfil do profissional com base nos dados informados por ele. Essa pontuação será a chave para que as companhias encontrem os melhores candidatos para uma determinada vaga com habilidades específicas.

Egomnia

Perfil na rede social prioriza simplicidade e tons de verde. (Foto: Divulgação/Egomnia)

Embora não esteja disponível no Brasil, fazer parte do Egomnia é bem simples. Basta inserir nome, sobrenome, e-mail e criar uma senha. Feito isso, o internauta que está em busca de novas oportunidades no mercado de trabalho passa por três passos fundamentais: o cadastro, no qual o usuário digita informações sobre sua carreira; a análise, responsável por avaliar esses dados; e o contato, que conecta as empresas aos futuros funcionários. A plataforma é bem simples, destacando principamente tons de verde, e possui versões otimizadas para computadores e dispositivos móveis com sistemas operacionais Android e iOS.

Egomnia

Cadastro poderá ser feito gratuitamente por candidatos e empresas. (Foto: Divulgação/Egomnia)

Zuckerberg italiano

Em entrevista à revista EXAME, Achilli comentou que a ideia do Egomnia surgiu em 2011, quando ele ainda estava no último ano da escola, na cidade de Roma. Na época, Achilli e os colegas analisaram uma lista das melhores universidades da Itália, incluindo a classificação de cada uma delas. Foi aí que o jovem percebeu como esse conceito poderia ser aplicado aos estudantes, já que empresas e candidatos teriam os mesmos benefícios na hora de buscarem um pelo o outro. "Encontrei um cara recém-formado que me cobrou menos de 10 mil dólares para desenvolvê-lo. Paguei e hoje o site é 100% meu por causa disso", disse.

O nome "Egomnia" é um neologismo latino que provém da palavra "ego" e "omnia", que significam "eu" e "todas as coisas", respectivamente. Achilli diz ter encontrado a nomenclatura usando o Google Tradutor.

O Egomnia foi lançado em março de 2012. Logo no primeiro dia, o serviço registrou mil membros e 20 empresas cadastradas, mas o número de usuários cresceu para 15 mil ao fim do primeiro mês e hoje conta com 330 mil membros e pouco mais de 700 companhias – tudo isso só na Itália. Atualmente, a principal fonte de renda da plataforma é um software que auxilia companhias na administração de empregados e outras tarefas. Em 2013, a empresa faturou US$ 500 mil.

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Matteo Achilli (à direita) e um de seus assistentes na sede da Egomnia em Fomello, no norte de Roma. (Foto: Tony Gentile/Reuters)

Sobre ser considerado o Mark Zuckerberg italiano, Achilli afirmou que gosta do apelido, mesmo nunca tendo falado com o Zuckerberg original. "Ele [o apelido] vai fazer com que, daqui a 2 ou 3 meses, as pessoas que estão lendo esta entrevista ainda se lembrem de mim. Vivo um momento fantástico e quero inspirar os jovens italianos, já que apenas 2% deles pensam em se tornar empresários. A Itália é conhecida por ser forte na moda, na culinária – mas não na internet. Por isso, estou feliz e orgulhoso com o meu sucesso", disse.

No futuro, as companhias serão cobradas caso queiram usar o Egomnia. "Pretendo vender uma parte da empresa para investidores para poder crescer ainda mais. Até dezembro, sai o app para Android. Eu tenho que criar uma companhia capaz de andar com as próprias pernas, como fez Bill Gates", comentou.

No Brasil

Achilli também declarou que os planos de expansão de sua empresa chegarão ao Brasil. O país será o primeiro fora da Itália a receber uma versão do Egomnia, totalmente traduzida e localizada para o idioma português. Segundo o executivo, a companhia irá abrir um escritório em outubro na cidade de São Paulo, onde Antonio Castigione será o CEO da entidade no território nacional. "Quero investir aí porque é um país onde a economia cresce muito. É o lugar perfeito para sites com foco em jovens talentos", disse Achilli.

Com apenas 22 anos, Achilli fez parte recentemente do ranking "The Next Billionaires" ("Os Próximos Bilionários", na tradução livre) da rede BBC. No vídeo abaixo (em inglês), ele comenta um pouco de sua trajetória desde que fundou o Egomnia: