Mark Zuckerberg diz que 'internet pode mudar destino dos países mais pobres'

Por Redação | 27 de Agosto de 2013 às 15h35

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, já mostrou que deseja conectar a maior parte possível do planeta à Internet. Na semana passada, seu primeiro passo para alcançar esse objetivo nobre foi lançado: a iniciativa Internet.org. A ideia do projeto é proporcionar Internet para as mais de cinco bilhões de pessoas ao redor do globo que ainda não têm acesso à web.

O esforço visa reduzir drasticamente o custo da prestação de serviços básicos de Internet, particularmente nos países em desenvolvimento, e conta com outros gigantes do setor de tecnologia em todo o mundo, incluindo a Samsung, Nokia, Qualcomm e Ericsson. Para esclarecer mais detalhes acerca de sua iniciativa, Zuckerberg concedeu uma entrevista à revista norte-americana Wired, onde explicou que "a Internet é uma base importante para melhorar o mundo".

O executivo disse ainda que desde o anúncio da Internet.org, operadoras de telecomunicações e governos de todo o mundo se manifestaram dizendo que gostariam de trabalhar no projeto. Ele disse ainda que conversou também com empresas como o Google e a Microsoft, e acredita que ao longo do tempo elas irão optar por participar da iniciativa, e que a colaboração entre as empresas é um ponto crucial para o sucesso do projeto.

Em relação às críticas que circularam a respeito da Internet.org ser fruto de um interessse do próprio Facebook em aumentar ainda mais sua base de usuários, Zuckerberg diz que as pessoas que estão atualmente conectadas à sua rede social têm muito mais dinheiro do que as que o projeto visa atingir. "Se quiséssemos nos concentrar apenas em ganhar dinheiro, a estratégia certa seria nos concentrar exclusivamente nos países desenvolvidos e nas pessoas que já participam do Facebook, aumentando o seu engajamento", disse o CEO.

O jovem executivo finaliza a entrevista com um tom ainda mais altruísta: "Nosso serviço é gratuito, e os mercados de anúncios não são desenvolvidos em muitos desses países. Assim, por muito tempo isso pode não ser rentável para nós. Mas eu estou disposto a fazer esse investimento porque eu acho que é muito bom para o mundo".

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