LinkedIn lança plataforma de publicidade global

Por Redação | 19.02.2015 às 13:06

O LinkedIn está seguindo os passos do Facebook e, nesta quinta-feira (19), anunciou o lançamento de uma rede de publicidade própria focada nos setores de tecnologia e negócios. Por meio de sistemas de rastreamento e anúncios segmentados, a empresa passa a ser capaz de exibir propagandas não apenas dentro da rede social homônima, mas também em uma rede que, no momento, conta com 2,5 mil sites e aplicativos parceiros. Esse número, porém, tende a aumentar ao longo das próximas semanas.

O objetivo final é criar um negócio atrelado ao LinkedIn e que alcance um valor de US$ 1 bilhão em seus primeiros anos de operação. Mas a ideia parte de um conhecimento profundo do próprio público, ao mesmo tempo em que existe a concepção de que boa parte dos veículos online não conhece exatamente quem são seus usuários ou, pelo menos, têm informações apenas sobre uma pequena parcela deles.

Foi daí que surgiu o projeto chamado LinkedIn Lead Accelerator, um dos principais produtos dessa nova plataforma de publicidade. A empresa percebeu que boa parte de sua base de usuários navega pela rede enquanto logados na rede social. Aí, então, estaria um grande potencial para a exibição de anúncios segmentados não apenas em histórico de internet, mas também nos interesses profissionais e na carreira das pessoas, que poderia resultar em propagandas não apenas lucrativas para a empresa e interessantes para quem as visualiza, mas também que proporcionariam mudanças na vida dos profissionais.

O segundo passo foi dado com a aquisição da Bizo, em agosto do ano passado, e uma parceria com a AppNexus, que levaram a ideia para fora do próprio LinkedIn. Com a nova tecnologia, os administradores de sites podem incluir um cookie de rastreamento em suas páginas, coletando informações sobre os usuários da rede social que passarem por ali e, com isso, exibir anúncios mais direcionados e interessantes. O resultado, espera-se, é de ganhos para os veículos, um maior alcance para anunciantes e, claro, a transformação da plataforma em um dos grandes players desse setor.

LinkedIn Lead Accelerator

Atualmente, são 347 milhões de usuários registrados no LinkedIn e, de acordo com o diretor sênior da empresa, Josh Graff, todos estão totalmente seguros com a novidade. Apesar de ser baseada em cookies e rastreamento, a plataforma dá atenção especial para a privacidade e garante que apenas dados de acesso e navegação são obtidos e não informações pessoais sobre quem está realizando o acesso. Assim, como explicou o site Business Insider, a companhia se afasta de críticas relacionadas à proteção de dados confidenciais, que sempre acompanham lançamentos de produtos como estes.

As métricas obtidas serão compartilhadas com agências de publicidade e também com os próprios sites que fazem parte da rede, de forma que eles melhorem seus produtos e serviços. Assim, como explicou Graff, ninguém ficará sabendo quem exatamente acessou o veículo, mas sim que 30% de sua base de usuários reside em Londres e trabalha no setor financeiro, por exemplo. A ideia final é aumentar ainda mais o público das páginas, uma alternativa também bastante interessante do ponto de vista do marketing.

Por outro lado, existem custos e uma série de normas necessárias para se fazer parte da LinkedIn Lead Accelerator. Os sites parceiros precisam ter pelo menos 20 mil visitantes (ou usuários, no caso dos softwares) por mês, enquanto anunciantes precisam aderir a planos de assinatura trimestrais ou anuais. Os valores não foram revelados, mas a empresa afirmou que nomes como Samsung, Groupon e Lenovo estão entre as marcas que fazem parte da oferta inicial da plataforma.

O LinkedIn também pretende prestar assistência na colocação de anúncios e auxiliar os anunciantes a conhecerem a melhor maneira de atingir o público profissional. Conhecendo métricas como o total de cliques e o custo de aquisição, por exemplo, inicia-se um trabalho conjunto de posicionamento de propagandas nos sites ou apps que forem mais interessantes para a campanha.

De acordo com Graff, a ambição é, efetivamente, mudar a forma como o marketing B2B funciona hoje em dia. O mercado, afirma ele, tem um valor estimado em US$ 50 bilhões e a iniciativa do LinkedIn não apenas garante uma fatia desse bolo para a companhia, mas também permite que esse total seja significativamente ampliado. Com sua gigantesca base de usuários, a companhia acredita estar em uma boa posição para brigar com concorrentes já consolidados, como o AdRoll e o RocketFuel, por exemplo.

Além dos cookies para obtenção de métricas e dados de acesso, o LinkedIn também quer fomentar a utilização de seus sistemas por meio de widgets para login ou preenchimento automático de cadastros. Assim, a empresa pretende unificar contas e reduzir o número de senhas que o usuário precisa lembrar, além de, é claro, aumentar a atividade em sua própria plataforma.