LinkedIn é acusado de invadir contas de e-mails dos usuários, mas nega a prática

Por Redação | 24 de Setembro de 2013 às 09h10
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O LinkedIn está sendo acusado de invadir contas de e-mails de seus usuários. Em uma ação coletiva, os autores alegam que a rede social profissional invadiu suas contas externas de e-mail e enviou informações de marketing para seus contatos.

A denúncia diz que o LinkedIn "apropriou-se dos nomes, fotos, semelhanças e identidades dos reclamantes para anunciar seus produtos e serviços para fins comerciais sem o consentimento dos autores para práticas comerciais desleais e enganosas".

Por meio de um post no blog oficial do serviço, o LinkedIn se defendeu dizendo que as alegações dos queixosos simplesmente não são verdade. Blake Lawit, diretor jurídico da empresa, disse que "com tanta desinformação por aí", é preciso esclarecer algumas coisas aos usuários do site:

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  • "Nós não acessamos sua conta de e-mail sem a sua permissão. As reivindicações de 'hack' ou 'invasão' a contas dos membros são falsas".
  • "Nós nunca fingimos ser você, a fim de acessar a sua conta de e-mail".
  • "Nós nunca enviamos mensagens ou convites para se juntar ao LinkedIn em seu nome, a menos que nos dê permissão para fazê-lo".

O LinkedIn possui atualmente mais de 200 milhões de membros em mais de 200 países ao redor do mundo, representando um total de 19 línguas. Embora os números sejam altos, a reclamação judicial afirma que a rede social profissional está continuamente à procura de mais usuários.

"Quando os usuários se inscrevem no LinkedIn, eles são obrigados a fornecer um endereço de e-mail externo como o seu nome de usuário e configurar uma nova senha para sua conta do LinkedIn. O LinkedIn usa essa informação para invadir a conta de e-mail externo do usuários e extrair endereços de e-mail. O LinkedIn é capaz de baixar esses endereços sem pedir a senha para as contas externas de e-mail ou obter consentimento do usuário", diz a denúncia.

A ação enumera vários comentários postados no site do LinkedIn, que dizem que a rede social contatou pessoas com as quais os usuários não queriam ter comunicação, como empregadores antigos, conhecidos e ex-namorados. Os autores da ação, que foi ajuizada na Corte Distrital dos Estados Unidos em San Jose, na Califórnia, buscam indenização não especificada e pedem que o LinkedIn pare de executar suas alegadas violações e devolva o dinheiro que possa ter recebido a partir do envio de informações de marketing para contas de usuários.

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