Historiador afirma que Twitter e Facebook acabam com os segredos dos usuários

Por Redação | 20 de Agosto de 2012 às 15h11

O historiador Andrew Keen, considerado um dos principais críticos da era digital, virá ao Brasil nesta semana para lançar seu mais novo livro 'Vertigem Digital - Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando', no qual afirma que as redes sociais estão acabando com os segredos das pessoas.

Keen, também conhecido como o 'anticristo da web', lançou seu primeiro livro em 2009, intitulado 'O Culto do Amador', onde criticou a ditadura da 'ignorância na web' e de que forma as pessoas se tornaram necessitadas de atenção na internet.

Em seu novo trabalho, o historiador analisa e critica a superexposição dos usuários das redes sociais e também a questão da transparência na rede. Keen não sofre de nenhuma tecnofobia, mas afirma que a era do exibicionismo está tornando os jovens em seres completamente sem mistérios.

"Conseguimos saber os gostos e os anseios das pessoas só visitando seus perfis nessas redes. Podemos ter uma geração sem mistérios. Meu conselho aos usuários da rede é mentir", afirmou Keen em entrevista ao site da revista Veja. "Eu mesmo nunca digo a verdade no meu perfil no microblog. Se você me segue no Twitter, confesso: não terá condições de saber muitas coisas sobre mim".

Andrew Keen ainda defende que a internet deve ter um espaço de proteção contra a multidão, ou seja, um lugar onde os usuários possam desenvolver suas ideias e onde se preserve a autonomia e a identidade do indivíduo. O historiador acredita que as pessoas devem praticar um pouco mais de autocensura e limitar suas postagens nas redes sociais para se proteger.

"Não significa que eu seja avesso à tecnologia. Uso a internet diariamente por dez horas, tenho iPhone, iPad e Macbook e sou obcecado por e-mail. Tenho mais de 20 mil seguidores e reconheço: o século XXI será a era da internet', relatou Keen.

Além disso, o historiador acredita que o futuro da informação digital estará em plataformas restritas e pagas como, por exemplo, o jornal The New York Times, pois a informação será confiável. E locais abertos como a Wikipédia terão seus desempenhos comprometidos daqui a alguns anos.

Historiador Andrew Keen

Keen defende que as pessoas devem praticar mais autocensura e moderar suas postagens nas redes sociais

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