Funcionários revelam por que trabalhar no Twitter não é tão bom assim

Por Redação | 21 de Novembro de 2013 às 14h16

Todo mundo reclama de alguma coisa em algum momento da vida. Funcionário então, nem se fala! No setor de tecnologia a coisa não é diferente e nem as gigantes da área escapam do veneno do proletariado. Recentemente noticiamos que Facebook e Google foram alvos das críticas dos funcionários, e agora é o Twitter que entra no radar das queixas deles.

Com a entrada astronômica do Twitter na Bolsa, a empresa tem deixado vários dos seus funcionários milionários e é de se esperar que essa parcela de empregados esteja amando a companhia. De acordo com um relatório feito pela Glassdor, uma agência de caça-talentos, a empresa é avaliada com a nota 4,5/5 por seus funcionários e 85% deles recomendariam a empresa para seus amigos trabalharem.

A satisfação vai desde os novos desafios que surgiram com a entrada do Twitter na Bolsa, passando pela excitação em atrair mais colegas de trabalho brilhantes para fazer parte da equipe, até aquela puxada de saco com o novo e inteligente CEO.

Mas nem tudo são flores e uma outra parcela dos funcionários da empresa está começando a reclamar de alguns problemas que começaram a surgir. De acordo com relatos colhidos pela Glassdor, grande parte das reclamações registra a frustração dos funcionários sobre a velocidade com que a empresa cresceu. O Business Insider leu todas as queixas e as digeriu para formar uma lista com os principais pontos alvos de crítica:

  • "Com o crescimento mais problemas relacionados a crescimento aparecem, já que mais pessoas entram na organização"
  • "Estamos passando a nos sentir como uma grande companhia e perdendo a sensação de ser uma startup"
  • "Você começa a se perder com ferramentas internas mal gerenciadas e pouco documentadas"
  • "Funcionários alocados em outros escritórios podem estar desconectados da sede em São Francisco"

As críticas, no entanto, parecem ser um pouco mais pesadas do que a listagem apresenta.

De acordo com um engenheiro de software da equipe, "há uma enorme quantidade de gerentes para uma companhia desse tamanho. Muitos deles não são técnicos, adicionam muito pouco à empresa e causam um burburinho enorme". O funcionário ainda reclama da enorme quantidade de políticas internas, que faz a empresa ser dez vezes maior do que realmente é.

Um outro funcionário reclama da dificuldade em lidar com a nova hierarquia adotada e a disparidade de salários que agora existe por lá. Já outro engenheiro de software fala que as contratações estão mais rígidas, apesar de nem sempre ficar claro o motivo de algumas delas acontecerem.

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