Fim do Facebook? De acordo com este estudo, isso está longe de acontecer

Por Redação | 26.11.2014 às 22:16

Você que acompanha notícias de tecnologia com frequência, certamente já deve ter lido sobre algum estudo que indica que, algum dia, o Facebook irá acabar. Outros estudos são ainda mais pessimistas e apontam que a rede social tem apenas alguns poucos anos de vida. Um desses relatórios, por exemplo, divulgado no início deste ano por pesquisadores da Universidade de Princeton, declarou que o site de Mark Zuckerberg iria perder 80% dos seus usuários e, por consequência, fechar suas portas.

Não acaba por aí. Diversas pesquisas indicam que o Facebook e o seu rival Twitter estão com a popularidade em declínio, e que seus utilizadores estão perdendo o interesse nessas plataformas, principalmente por causa de questões ligadas à privacidade e publicidade. No entanto, a verdade é que essas empresas não irão acabar de fato, mas sim se reinventar ao longo de diversos processos tecnológicos. Foi esse o resultado de uma pesquisa da GlobalWebIndex que analisou o uso de mídias sociais em 32 países e abrangeu cerca de 170 mil pessoas que acessam à internet. As informações são do site The Telegraph.

De acordo com o estudo, o Facebook foi a única rede a ter uma pequena queda (0,5%)no uso ativo de seus usuários com idades entre 16 e 24 anos. Desde o início de 2013, o compartilhamento de fotos e a troca de mensagens com amigos caíram cerca de 20%. De 83% dos adultos online que possuem contas no Facebook, apenas 47% se consideram usuários ativos da rede social, uma redução de aproximadamente 100 milhões de pessoas desde o início do ano.

Com esses números, parece que o futuro é realmente sombrio para a empresa de Mark Zuckerberg. Embora o Facebook possa ter mais membros em todo o mundo, o YouTube recebe mais tráfego, com 85% dos adultos online (com exceção da China) visitando o site regularmente. Outro dado importante é que o YouTube, mesmo com menos usuários do que a rede rival, consegue bater a taxa de 76% de visitação regular do Facebook.

O relatório sugere que os usuários estão migrando para o YouTube para assistir vídeos de todo tipo e gênero. As horas utilizadas para checar mensagens, compartilhar fotos e curtir postagens no Facebook estão sendo substituídas por vídeos engraçados, educacionais e de vários outros temas. Em partes, esse fenômeno é atribuído ao fato de que o Facebook possui a base mais velha de usuários ativos com mais de 45 anos. A título de comparação, mais de 70% dos internautas do Tumblr e do Instagram possuem entre 16 e 34 anos de idade. Na maioria das vezes, usuários mais velhos são menos propensos a compartilhar imagens e interagir na rede social do que membros mais jovens, o que leva a rede social a ter taxas de engajamento ligeiramente mais baixas.

Apesar dos números sugerirem algo desastroso para o Facebook, o site está longe de morrer, uma vez que o serviço recebe cerca de 90 milhões de novos cadastrados todos os meses. A fórmula da plataforma pode continuar a mesma, mas as maneiras de utilizá-la evoluíram. Os usuários ainda acessam o programa com frequência, mas agora muitos deles são mais passivos do que participantes ativos e altamente engajados. No geral, os usuários aprenderam a utilizar a rede social de uma maneira mais discreta, sem que seja necessário postar fotos de tudo o que se faz ou compartilhar toda e qualquer frase que vier a cabeça.

Os dados sobre o Facebook mostram que comportamentos sociais online estão cada vez mais diversificados, visto que as pessoas utilizam várias plataformas por razões diferentes. O número de usuários se dividiu pelas várias novas plataformas que chegaram ao mercado, tirando o tempo que eles gastavam apenas no Facebook.

É simples entender a queda no número de postagens de fotos na rede social. Segundo o relatório, o Instagram está em alta entre aqueles que gostam de editar e compartilhar imagens - o que explica o declínio no número de fotos postadas no site. As conversas no chat do Facebook tornaram-se um tanto obsoletas para alguns, já que agora eles utilizam o WhatsApp, o Skype e o Snapchat. Vale lembrar que tanto o Instagram e o WhatsApp fazem parte do grupo de Mark Zuckerberg.

Ou seja, o Facebook tem agora como objetivo tornar-se um fornecedor de serviços, permitindo que os seus membros escolham quais ferramentas desejam utilizar. A diversificação de produtos ajuda a companhia a ampliar seu alcance global e sua presença na vida de cada pessoa. Analisando por essa perspectiva, fica difícil dizer que o Facebook irá desaparecer em breve.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/technology/facebook/11252782/Facebook-isnt-dying.-Its-just-changing.html