Facebook usa humor para derrubar estudo sobre perda de usuários

Por Redação | 24.01.2014 às 16:06
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Na última terça-feira (22), a Universidade de Princeton publicou em estudo no qual, com a ajuda de modelos de epidemiologia, previa que o Facebook perderia 80% de seus usuários até 2017. Brincando com a situação, a rede social utilizou método semelhante para derrubar a pesquisa e afirmar que a instituição de ensino, até 2020, ficará completamente sem alunos.

Apesar do tom humorístico, a resposta do Facebook tem um fundo bastante sério. Na visão da rede social, modelos matemáticos usados em virologia não se aplicam a redes sociais pelo simples fato de tais serviços não se comportarem como doenças. Além disso, a empresa questionou o método de obtenção de dados da Universidade, que usou notícias e pesquisas sobre o site no Google.

De acordo com o Facebook, o número de pesquisas com o nome da rede social realmente diminuiu. Isso, porém, seria um reflexo da utilização de telefones celulares e tablets, que passaram a ter aplicativos específicos para acesso, além de usuários que já se acostumaram com a utilização do site e não precisam mais procurar informações sobre ele no Google.

Além disso, o uso do MySpace como exemplo da adoção e abandono de serviços do tipo não leva em conta a chegada do próprio Facebook, considerado por muitos o “assassino” da antiga rede social. Até o momento, o site de Mark Zuckerberg ainda não possui um grande antagonista e, pelo que parece, tal site não deve surgir tão cedo.

Nada disso, porém, significa que o Facebook navega hoje em águas tranquilas. Em meio a críticas sobre sua complexidade e uma diminuição na taxa de aumento total de usuários, o serviço começa a ver uma diminuição na utilização entre os jovens americanos, que dividem a atenção com outros aplicativos mobile como Whatsapp e Snapchat. Mesmo assim, a situação ainda está bem longe de se tornar calamitosa como aponta o estudo de Princeton.

Os dados

Ironicamente chamando a pesquisa de Princeton de “robusta”, o Facebook publicou gráficos que mostram a evolução no número de Likes da universidade, contra o de outras instituições de ensino como Harvard e Yale. O resultado é uma queda drástica no engajamento a partir de meados de 2010, enquanto as outras apresentam crescimento estável ou pouca diminuição.

Princeton

O número de buscas no Google e artigos publicados sobre Princeton também diminuiu bastante. A análise dos dados em um modelo matemático de epidemiologia, então, mostra que a instituição perderá metade de seus alunos atuais até 2018 e, a partir de 2021, poderá fechar as portas por simplesmente não possuir mais nenhum interessado em estudar por lá.

Indo ainda mais além da brincadeira, o Facebook afirmou estar preocupado com o declínio nas buscas pela palavra “ar” no Google, uma tendência alarmante que fará com que, até 2016, não exista mais oxigênio para ser respirado no mundo. Ao final, a rede social afirma que nem todo tipo de pesquisa pode produzir resultados realmente significativos e que, dependendo do método adotado, pode-se chegar a conclusões “bem malucas”.