Facebook também quer uma fatia do mercado de saúde

Por Redação | 03.10.2014 às 12:54

Seguindo os passos da Apple e do Google, o Facebook também estaria começando a estudar sua entrada nos mercados de fitness e saúde. Mas não estamos falando de tecnologias vestíveis ou equipamentos voltados para monitoramento de sinais vitais, e sim, alternativas virtuais para dar mais suporte a pessoas com depressão, por exemplo, além de melhorar a qualidade de vida.

De acordo com as informações publicadas pela Reuters, a rede social já estaria experimentando a aplicação de grupos “oficiais” de suporte online, voltados para pessoas que sofrem de doenças psicológicas e físicas. Tais sistemas são voltados para unir gente que passa pelas mesmas situações para que elas possam se ajudar mutuamente e, acima de tudo, perceberem que não estão sozinhas no mundo.

Além disso, segundo as fontes ouvidas pela agência, o Facebook já estaria se reunindo, há meses, com instituições médicas e de bem-estar. O objetivo aqui é conhecer exatamente de que maneira a plataforma pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas, por meio de aplicativos ou programas de incentivo à prática de exercícios físicos.

Entre as ideias estão, por exemplo, apps para controle de calorias ou que acompanhem a atividade realizada pelo usuário. Conectados a smartphones ou relógios e pulseiras inteligentes, os sistemas seriam capazes de captar os dados e compartilhá-los com instituições de saúde, além de indicar metas de acordo com o estilo de vida de cada um. Um incentivo à competitividade viria a partir de rankings online, que mostrariam a quantidade de exercício que está sendo praticada em relação aos amigos e todo o mundo.

Todas as iniciativas, porém, ainda estão em estágios experimentais, com o Facebook ainda estudando exatamente como tudo vai funcionar. Desde já, porém, a empresa enxerga que o foco em soluções de saúde pode ser uma boa alternativa para trazer novos usuários ao site, aumentar o engajamento daqueles que já estão por lá e abrir novas portas para publicidade online.

Fica sempre a preocupação, claro, com a forma como os anúncios serão utilizados, principalmente quando se trata de gente com problemas de saúde ou depressão. A rede social também sabe disso e, justamente por tal motivo, estaria exercendo cautela na utilização de tais sistemas, de forma a garantir que a iniciativa não falhe e, justamente o contrário, melhore a vida de seus usuários.

O foco nas tecnologias de saúde cada vez mais se torna não apenas um incremento, mas parte fundamental na experiência com celulares e tecnologias vestíveis. A Apple já entrou nessa dança, com o Watch e o HealthKit, enquanto a Samsung também possui tecnologias semelhantes funcionando em seus smartphones da linha Galaxy e também no relógio inteligente Gear Fit.

Por enquanto, o Facebook não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, nem respondeu à reportagem publicada pela Reuters. Os dados da agência foram obtidos a partir de fontes ligadas às negociações da empresa com instituições de saúde e empresas de fitness.