Facebook revela aumento de 24% em pedidos de informação pelo governo

Por Redação | 05.11.2014 às 12:56
photo_camera Gawker

Um novo relatório publicado pelo Facebook faz um diagnóstico negativo da privacidade dos usuários não apenas da rede social, mas da internet como um todo. De acordo com o documento de transparência da companhia, publicado nesta terça-feira (04), houve aumento de 24% nos pedidos de quebra de sigilo feitos pelo governo à empresa.

De acordo com as informações da agência Reuters, foram 34.496 solicitações do tipo feitas por autoridades de todo o mundo nos primeiros seis meses do ano. Na mesma medida, aumentou em 19% o número de leis locais relacionadas a isso, dando cada vez mais poder às agências de vigilância para a obtenção de dados sigilosos dos usuários de internet, muitas vezes sem a necessidade de autorização judicial e, em alguns casos, sem que a companhia possa fazer nada para proteger seus utilizadores.

Mesmo assim, o Facebook está buscando meios legais para impedir tais ações. Segundo comunicado oficial, a empresa está agindo junto a autoridades e a Justiça de alguns países para impedir que tais pedidos arbitrários tenham que ser cumpridos. Nos casos em que foram, a ideia é obrigar as agências governamentais a devolverem os dados obtidos ou, então, exclui-los de seus sistemas.

A ideia geral, como sempre, é garantir mais privacidade a seus usuários diante de possíveis atos de espionagem e vigilância ostensiva. É claro, a necessidade de se obter dados sigilosos no caso de investigações criminais é uma realidade, mas todos sabem que nem sempre é isso que acontece, com governos e agências de todo o mundo utilizando tais artifícios, também, para realizar trabalhos preventivos, antes que existam acusações ou suspeitas. E, nesse caso, decreta-se a morte da privacidade, que deveria ser um direito assegurado.

Como lembrou a Reuters, números semelhantes também são apresentados pelo Google de tempos em tempos. De acordo com os relatórios de transparência mais recentes da empresa, houve aumento de 15% na primeira metade de 2014 e um crescimento astronômico de 150% desde 2009.

Os dados são claros: há um aumento na vigilância. O que não fica tão claro assim é até que ponto todos esses pedidos são realmente válidos.