Facebook pretende iniciar testes com drones "do tamanho de Boeings" em 2015

Por Redação | 24 de Setembro de 2014 às 15h26

Pensando em expandir o alcance global de internet, o Facebook criou no início do ano a divisão Connectivity Lab, comandada por Yael Maguire e com a audaciosa missão de levar internet a locais isolados do mundo, onde as pessoas ainda não possuem contato com os meios digitais. A intenção é que esta distribuição aconteça por meio de drones e a divisão já anunciou que pretende iniciar os testes em 2015.

Com a intenção de atingir os 15% da população mundial sem nenhum contato com a rede, a ideia é que drones possam voar durante meses a fim de abastecer esta população. Para tal, Maguire explica que seria necessariamente manter voos acima de 60 mil pés, o que atualmente não é feito por nenhum avião não tripulado.

Os planos da empresa foram divulgados por Maguire para o Mashable durante o Social Good Summit e entre os principais desafios encontrados pela empresa estão as condições de voo e as legislações. Muitos países ainda não regulamentaram questões ligadas aos drones.

Maguire não revelou onde podem ocorrer os testes iniciais dos drones, mas afirmou que existem 21 regiões no mundo, incluindo América Latina, África e Ásia que possuem atenção do projeto. Ele destacou a Índia como uma potencial região para receber os primeiros drones, onde 15% da população não possui acesso à internet.

Uma das dificuldades apresentadas por Maguire é que o recurso exigiria drones capazes de se autoalimentar com energia solar, uma vez que seria inviável o envio de combustível a tal altura em intervalos regulares. Fora a questão energética necessária, ele destaca a legislação americana, que regula que cada drone no ar deve contar com um piloto em terra.

Segundo Maguile, a exigência seria um impedimento aos planos da empresa, uma vez que seria necessário um piloto em tempo integral por longos períodos. Para reverter a questão, o Connectivity Lab pensa em uma regulação em que um mesmo piloto possa comandar até 100 drones ao mesmo tempo por meio de um sistema integrado. A altura necessária para executar os planos também se mostra como uma barreira, uma vez que a legislação da aviação não é válida para distâncias acima de 60 mil pés de altura.

Uma área especial do Connectivity Lab está trabalhando frente às legislações e regulamentação deste tipo de voo, pensando em driblar os atuais empecilhos.

O que não se imaginava inicialmente eram as proporções que a investida do Facebook poderia ter. Maguire afirmou que a empresa prevê drones que podem chegar ao tamanho de um avião comercial Boeing 747. Segundo ele, os designers iniciais dos veículos dariam conta de drones com comprimento de "seis ou sete (Toyota) Prius", mas com o peso de aproximadamente quatro rodas de um carro.

Atualmente o veículo aéreo não tripulado que conseguiu mais autonomia de voo ficou no ar por duas semanas. O objetivo do Facebook é, no entanto, muito maior, e ele terá que voar "durante meses, ou talvez anos de cada vez", afirmou Maguire. O Facebook espera um prazo até 2017 para que os drones possam estar em operação. No entanto, este prazo pode ser estendido até 2020, com testes podendo ser iniciados já no próximo ano.

Para colocar os ousados objetivos em prática, o Facebook pretende trabalhar com parcerias e já está em busca de colaboradores para o projeto, que podem incluir governos, empresas de drones ou outras entidades interessadas.

O Google também está desenvolvendo um projeto semelhante e adquiriu a empresa Titan Aerospace, com o objetivo de realizar distribuição de internet por meio de drones.

Fonte: http://mashable.com/2014/09/23/facebook-drones-internet-org/

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