Facebook perde popularidade entre adolescentes nos EUA

Por Redação | 25 de Outubro de 2013 às 07h15

O Facebook sempre foi uma rede social que chama muita atenção, crescendo cada vez mais na preferência dos usuários como novos recursos em seu próprio site, ao mesmo tempo em que tenta outras abordagens (como o Facebook Home, por exemplo). Mas pelo menos em uma certa faixa etária, aparentemente essa popularidade vem caindo drasticamente.

É o que mostra o resultado do mais recente Relatório Semi-anual de Hábitos dos Adolescentes Americanos, de uma pesquisa de mercado feita pela firma Piper Jaffray. De acordo com o gráfico publicado no site do Huffington Post (ver abaixo), o Facebook perdeu o posto de número 1 nos hábitos de navegação dos adolescentes dos Estados Unidos.

Motivos como o excesso de recursos, os riscos de segurança e de privacidade e a possibilidade de serem constrangidos por publicações passadas pesaram na decisão desses adolescentes, que passaram a preferir redes sociais mais rápidas, práticas e que permitem um controle aparentemente maior de seus dados. O Instagram – que faz parte do Facebook desde que foi comprado por ele em 2012 – tornou-se a segunda rede social mais utilizada, enquanto o Twitter passou a ser a primeira opção.

A pesquisa reúne dados coletados de entrevistas com cerca de 8.650 adolescentes, entre o outono estadunidense de 2012 e o de 2013. Vinte e três por cento desses jovens afirmaram gostar mais de usar o Facebook, contra os 42% registrados no ano passado. Apesar de a situação estar difícil para o Facebook, isso não significa boa notícia para o Twitter, que também andou perdendo 4 pontos percentuais no intervalo de tempo abrangido pela pesquisa, apesar de ainda estar no topo do pódio.

Mark Zuckerberg se pronunciou a respeito da pesquisa. Em nota aos seus acionistas, ele afirmou que sua rede social continua sendo amplamente usada por indivíduos dessa faixa etária de forma tão ativa e intensa quanto nos últimos 18 meses.

Apesar de a pesquisa tratar apenas de jovens dos EUA, podemos arriscar um palpite de que isso também esteja acontecendo aqui no Brasil, onde não apenas o Twitter e o Instagram, mas também aplicativos e serviços de comunicação rápida como o WhatsApp e o Viber têm os adolscentes brasileiros como público cativo. Além disso, como muito bem disse o Huffington Post, uma coisa é usar. Outra é gostar de usar.

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