Facebook pagou mais de US$ 1 milhão para especialistas de segurança em 2014

Por Redação | 26.02.2015 às 13:37

O problema de “caça a bugs” do Facebook deixou muita gente com a conta bancária mais gorda no ano passado. De acordo com números revelados nesta quarta-feira (25) pela rede social, mais de US$ 1,3 milhão foram pagos a 321 pesquisadores de segurança ao longo de todo o ano de 2014 pela descoberta de brechas de segurança ou falhas no funcionamento de seus diversos serviços.

Desde o lançamento do programa, foram mais de US$ 3 milhões em recompensas distribuídas para especialistas de todo o mundo, que estão auxiliando a empresa no trabalho de deixar as ferramentas oferecidas pela rede social cada vez mais seguras. Além do próprio Facebook, fazem parte da iniciativa o Instagram, Onavo, Parse e a plataforma de publicidade Atlas.

Em 2014, os indianos continuaram no topo em número de especialistas com mais bugs reportados para a empresa. O Egito está em segundo e os Estados Unidos em terceiro, seguidos pelo Reino Unido e Filipinas. Segundo o Facebook, a recompensa média recebida pelos especialistas foi de US$ 1,8 mil, sendo que a menor delas foi de US$ 500 e a maior de US$ 30 mil. O valor pago depende da complexidade do problema e também da possibilidade de uso malicioso da falha por terceiros.

Ao todo, especialistas de 123 países - incluindo o Brasil - já contribuíram para o programa de caça a bugs do Facebook. A empresa afirma que pagou menos em 2014 do que no ano anterior, mas que o número de contribuições aumentou. Por isso, espera poder ver esse total ainda mais ampliado neste ano - até agora, já foram mais de 100 relatórios válidos - e, junto com ele, também o montante entregue em recompensas.

Para 2015, a companhia quer muito mais. Junto com a revelação dos números, ela anunciou que o aplicativo de locomoção Moves e o Oculus Rift agora também fazem parte do portfólio de produtos membros do programa de caça a bugs. Aliás, o headset de realidade virtual é prioridade para a empresa, uma vez que o dispositivo já se encontra há vários meses nas mãos de desenvolvedores e usuários, que agora podem auxiliar nos trabalhos com o gadget e acelerar sua chegada ao consumidor final.