Facebook irá usar 'cold storage' para armazenar a sua vasta quantidade de dados

Por Redação | 22 de Outubro de 2012 às 13h00
photo_camera Greenpeace

Centenas de milhares de novas fotos são postadas diariamente no Facebook, e por mês são incluídos 7 petabytes (cada petabyte é equivalente a 1.000.000.000.000.000 bytes) de fotos na rede social. Para suportar a grande demanda de armazenamento, a empresa está revendo seus mecanismos e seus data centers. As informações são do GigaOm.

Jay Parikh, vice-presidente de engenharia de infraestrutura do Facebook, afirmou na última quarta-feira (17) em uma conferência em Amsterdã, Holanda, que a empresa busca uma solução barata, que consuma menos energia e que consiga armazenar a vasta quantidade de dados. Parikh ainda afirmou que por dia são postadas em média 300 milhões de novas fotos e que existem determinadas comemorações durante o ano que ampliam essa margem.

"O Halloween é o período no qual as pessoas mais postam fotos no ano. Devemos chegar em algo próximo a 1 ou 2 bilhões de novas fotos enviadas em apenas um dia", estimou o executivo.

No entanto, fotos postadas no Halloween, por exemplo, tendem a perder o interesse dos usuários com o passar dos dias e estes arquivos continuarão consumindo espaço dentro dos centros de dados do Facebook. Porém, a empresa afirma que seu compromisso é manter os arquivos dos usuários exatamente onde eles foram colocados, não podendo simplesmente deletá-los só porque eles já não são mais acessados.

Para isso, o Facebook planeja construir outro data center, para armazenar as fotos em uma espécie de 'cold storage' (ou datacenter frio, em tradução livre). O novo centro terá dois tipos de armazenamento disponíveis: hardware de servidor e equipamentos de rede, que consomem menos energia e são mais baratos do que os data centers já existentes e, tudo isso, sem alterar o tempo de resposta dos servidores.

"Eu não posso ter uma foto de cinco ou dez anos atrás que você deseja acessar, e eu ter que mostrar um banner para o usuário que diz: 'Ei, por que não tentar novamente em 24 horas?'. Ele ainda tem que ser relativamente em tempo real", afirmou Jay Parikh.

Atualmente, a maioria dos data centers utiliza uma enorme quantidade de energia quando algumas ações exigem um grande poder computacional. A tecnologia de 'cold storage' que o Facebook está estudando abre espaço para um outro seguimento, pois as empresas precisam de muito espaço, mas que não consumam muita energia.

O Facebook também está desenvolvendo um software capaz de identificar em qual lugar e como um determinado dado deve ser armazenado quando ele 'envelhece'. "Isso significa que as cópias dos dados vão se mover ao longo do tempo e utilizar as peças de conteúdo que teremos otimizado para idades específicas", explicou Parikh.

Em sua apresentação, o executivo ainda afirmou que a construção do novo data center faz parte de um plano de infraestrutura do Facebook para os dois próximos anos.

A Amazon Web Services já oferece um tipo de armazenamento na nuvem, o Glacier, que, de forma barata, é uma opção para as empresas que querem abolir o uso de fitas em seus bancos de dados. O serviço é otimizado para os arquivos que não são frequentemente acessados e, para recuperá-los, é necessário um tempo pouco maior do que o normal - se comparado aos datacenters comuns.

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