Facebook finaliza compra do WhatsApp

Por Redação | 06 de Outubro de 2014 às 11h56

Os órgãos regulatórios da Europa finalmente deram o seu aval e agora é oficial: o WhatsApp é do Facebook. O negócio anunciado em fevereiro, no valor de US$ 19 bilhões, está sendo concluído nesta segunda-feira (06) após autoridades da União Europeia finalmente darem o seu aval para a união. A autorização era a única que faltava para que a compra do serviço pudesse ser finalizada.

A demora se deu devido ao fato de autoridades regulatórias da União Europeia estarem preocupadas com a concorrência no segmento das mensagens instantâneas, que apesar de ainda ser relativamente novo, é uma alternativa cada vez mais usada pelas pessoas. A ideia é que o Facebook, agora, manteria o controle dos dois principais serviços para esse fim – o WhatsApp e seu próprio Messenger, integrado à rede social.

Além disso, existiam preocupações com a privacidade de seus usuários, uma vez que o aplicativo mobile têm normas de segurança e proteção incompatíveis com as praticadas pelo Facebook. Entre tais regras estão a ausência de anúncios e do compartilhamento de informações pessoais dos utilizadores para tal fim, bem como a presença constante de criptografia entre todas as comunicações trocadas entre as pessoas.

De acordo com parecer oficial do governo do Velho Continente, Facebook Messenger e WhatsApp não são vistos como concorrentes diretos, portanto não podem constituir monopólio. Além disso, existe uma ampla oferta de aplicativos de mensagens disponíveis no mercado, com alternativas tão abrangentes quanto o serviço operado por Mark Zuckerberg, de forma que os usuários não ficarão restritos apenas a uma alternativa. As informações foram publicadas pela agência Reuters.

Agora, tudo está bem e o Facebook não perdeu tempo. Assim que a autorização foi concedida pelas autoridades europeias, a empresa logo registrou a fusão junto à Comissão de Valores Mobiliários americana, finalizando permanentemente a aquisição. Na época do anúncio da compra, Zuckerberg afirmou que o WhatsApp continuaria operando independente, como aconteceu com o Instagram, sem ser absorvido pelo Facebook Messenger.

A aquisição do WhatsApp é a maior já feita na história do Facebook e traz consigo grandes aspirações. Mark Zuckerberg já afirmou mais de uma vez que quer ver o sistema se tornando padrão quando se trata de comunicações instantâneas por texto, enquanto operadoras de telefonia de todo o mundo se preocupam com a queda vertiginosa nos pacotes de SMS devido à utilização mais barata do serviço, que usa a internet e não a rede celular para realizar a comunicação entre os usuários.

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