Facebook cria algoritmo que prevê quando um namoro pode ou não dar certo

Por Redação | 30 de Outubro de 2013 às 08h55
photo_camera Divulgação

Mais que uma rede social, o Facebook se tornou uma ferramenta para várias funções. Empresas, lojas, universidades e outras instituições já fazem uso do site de Mark Zuckerberg para divulgar informações de todos os tipos – a página já conta até com uma opção para se declarar um doador de órgãos. Agora, o serviço pode adquirir um recurso para prever se um relacionamento vai ou não acabar.

A novidade é um algoritmo criado por Lars Backstrom, engenheiro da equipe de ciência do Facebook, e Jon Kleinberg, cientista de computação da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. A lógica é simples: quanto mais amigos você adicionar na rede social enquanto estiver namorando, mais tempo vai durar sua relação. Logo, os relacionamentos que chegam ao fim são aqueles que não fizeram seu círculo social aumentar no Facebook.

Para chegar a esse resultado, os cientistas utilizaram a técnica do Big Data – analisar uma grande quantidade de dados e informações produzidas no mundo digital. Depois, selecionaram aleatoriamente 1,3 milhões de usuários com mais de 20 anos que estivessem em um relacionamento e até dois mil amigos adicionados. O estudo, disponível para consulta (em inglês), examinou mais de oito bilhões de links e 379 milhões de conexões.

O algoritmo em questão foi desenvolvido com base em um fenômeno na rede chamado de "dispersão" e funcionou em 60% dos casos analisados. De acordo com os cientistas, os usuários, quando estão solteiros, costumam ter contatos mais próximos com a família ou amigos de longa data. No entanto, ao começarem um namoro, costumam se conectar com outras pessoas dentro e fora da internet.

A descoberta pode beneficiar não apenas quem acessa a rede social, mas também o próprio Facebook, como destaca o Technology Review. A empresa pode direcionar mensagens específicas aos usuários para lembrar seus principais contatos no site, além de fornecer dados mais precisos a outras companhias que queiram investir em publicidade ainda mais segmentada.

Os cientistas Kleinberg e Backstrom vão apresentar o relatório em fevereiro de 2014, em Baltimore, nos Estados Unidos.

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