Facebook completa transição do Instagram para seus próprios servidores

Por Redação | 27 de Junho de 2014 às 12h54

Mais de dois anos depois, o Facebook finalmente concluiu a transição do Instagram para seus próprios domínios. Em um processo que está sendo chamado carinhosamente de “Instagration”, todas as imagens, comentários e interações da rede social de imagens foram transferidas para os servidores da rede social, de onde passam a funcionar a partir de agora.

A demora se deve, justamente, à grande popularidade do sistema junto aos usuários. De forma a garantir que a passagem acontecesse sem falhas, danos ou indisponibilidades, ela foi planejada durante cerca de um ano por um grupo de oito engenheiros. Mais tarde, quando a migração efetivamente começou, outros 12 se uniram à equipe para auxiliar em um processo que, do início ao fim, levou um mês para ser concluído.

O processo tira a infraestrutura do Instagram de sua casa original, os servidores da Amazon. De acordo com o Venture Beat, a mudança começou quando todos os dados foram removidos do serviço de cloud computing EC2 da Amazon para a Virtual Private Cloud, de onde a ligação entre o banco de dados original e o do Facebook foi realizada.

Assim, as novas interações já eram registradas nos servidores de Mark Zuckerberg, enquanto a transferência de todos os dados anteriores para as novas máquinas era executada em segundo plano. Foi assim que a empresa garantiu o funcionamento normal do serviço durante todo o processo, que nem mesmo foi divulgado na imprensa e realizado sem nenhum tipo de incômodo aos usuários.

Como sempre, a empresa já avisou que não existe nenhum tipo de preocupação com a privacidades das informações já que, apesar de estarem funcionando a partir de uma mesma infraestrutura, os dados estão separados. O Facebook não realiza nenhum tipo de verificação ou rastreio nas informações do Instagram, que estão completamente isoladas.

A aquisição da rede social de fotos pela empresa de Mark Zuckerberg foi anunciada em abril de 2012 pelo preço de US$ 1 bilhão. Na época, foi a maior aquisição realizada pela companhia em sua história.

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