Facebook atualiza regras e deixa claro o que não pode ser publicado na rede

Por Redação | 16 de Março de 2015 às 10h39

O Facebook é a rede social com o maior número de usuários ativos no mundo, alcançando a marca de 1,3 bilhão de pessoas cadastradas. Justamente por causa da dimensão da base de usuários, é possível encontrar no site todo tipo de conteúdo e praticamente tudo o que possamos imaginar.

Por conta disso, o Facebook anunciou nesta segunda-feira (16) os padrões que a rede social irá seguir para definir o que pode e o que não pode ser postado no serviço. Esta classificação irá orientar os usuários deixando claro que conteúdos abusivos como violência contra outra pessoa ou pornografia não serão permitidos.

A ideia é facilitar o entendimento e esclarecer o que pode e o que não pode ser publicado na rede social, já que antes esse era um assunto um tanto quanto sombrio.

"Nós fornecemos mais orientações especificamente sobre as políticas relacionadas a autolesão, organizações perigosas, bullying e perseguição, atividade criminal, violência e exploração sexual, nudez, discurso de ódio e violência e conteúdo ofensivo", declarou o Facebook em comunicado dirigido à imprensa.

O grande dilema para o Facebook, no entanto, é ao mesmo tempo proibir conteúdo violento ou ofensivo sem suprimir o livre compartilhamento de informações na rede, algo que a empresa quer incentivar entre os usuários. Um problema recente ligado aos vídeos de decapitação de vítimas do Estado Islâmico colocou em pauta o limite que a liberdade de expressão no Facebook pode chegar. Além disso, em dezembro, a rede bloqueou uma página da Rússia que estava promovendo um protesto contra o governo local. Por outro lado, em outubro, o site permitiu que drag queens utilizassem nomes que não são verdadeiros, algo que era uma exigência dos termos de uso.

Monika Bickert, responsável pela gestão de política social do Facebook, afirmou em entrevista que a empresa está "tentando encontrar o equilíbrio com base na forma como a nossa comunidade funciona".

Segundo o New York Times, a empresa espera que as mudanças esclareçam os pontos que geram dúvidas e discussões sobre o que pode e o que não pode ser feito na rede social.

Com as mudanças, aliás, o Facebook volta a reforçar alguns dos princípios para a utilização da rede. O apoio a grupos envolvidos em "comportamento violento, criminal ou de ódio" é proibido, assim como qualquer tipo de pornografia. Também estão vetadas publicações ameaçando pessoas ou com o objetivo de degradá-las ou constrangê-las, visto que este problema pode estimular distúrbios suicidas especialmente entre os mais jovens.

Algo que o Facebook não mudou foram seus planos de automatizar a busca e remoção de conteúdo impróprio e ofensivo na rede, afirmou Bickert. Para isso, o site ainda contará com os usuários para relatar violações das normas.

Quando deparado com um conteúdo que julga ser ofensivo, o usuário pode denunciá-lo. A partir daí, a denúncia será analisada por especialistas do Facebook, que decidirão se a publicação viola os padrões de comunidade do site. O processo de análise geralmente leva por volta de 48 horas, o que pode ser um grande problema se o post se tornar um viral.

Além das denúncias realizadas pelos usuários, o Facebook afirma que qualquer conteúdo que viole a lei de um país específico também será bloqueado. "Em alguns lugares, por exemplo, é contra a lei compartilhar conteúdo considerado blasfêmia. Apesar de blasfêmia não ser considerada uma violação nos padrões da comunidade, nós respeitamos as leis de países onde operamos e vamos avaliar o conteúdo denunciado e restringi-lo nesse determinado país se concluirmos que viola a lei local. Nós respeitamos as leis locais onde temos operações, mas também questionamos os pedidos que parecem desnecessários ou desproporcionais. E se um país solicita que a gente remova conteúdo por ser ilegal, nós não vamos necessariamente remover do Facebook por completo, mas podemos restringir o acesso apenas nesse país", declara a rede social.

O Facebook afirmou que somente no segundo semestre de 2014, 9.707 publicações foram bloqueadas por conter violações às leis locais, um aumento de 11% em relação ao primeiro semestre do ano. A Índia foi a campeã na solicitação de remoção deste tipo de conteúdo, seguida pela Turquia.

Fonte: http://bits.blogs.nytimes.com/2015/03/16/facebook-explains-what-it-bans-and-why/?partner=rss&emc=rss&_r=0

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