Facebook agora pode ser acessado pela rede anônima TOR

Por Redação | 31 de Outubro de 2014 às 12h34
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Em uma medida voltada principalmente para os países ditatoriais onde a censura à web é pesada, o Facebook anunciou que, agora, pode ser acessado completamente por meio da rede TOR. A rede segura é utilizada por aqueles que desejam navegar pela internet anonimamente e não desejam ter seu cotidiano online rastreado, algo de suma importância para quem deseja combater regimes tiranos ou simplesmente manter sua identidade oculta.

Irã, China e Coreia do Norte, por exemplo, são alguns países que vivem sob um regime de censura intensa e onde o próprio Facebook está bloqueado. Assim, a medida vem como uma boa notícia tanto para a empresa, que agora pode ter acesso a todo um novo mercado, quanto para os usuários, que agora possuem mais uma forma segura de comunicação.

A ideia da rede social é permitir que amigos e familiares de pessoas que vivem sob esses regimes recebam notícias dos entes queridos. Muitas vezes, o contato entre elas é completamente bloqueado pelos firewalls governamentais, impostos justamente para evitar que os cidadãos recebam informações do exterior e permaneçam sob o controle extremo, tendo acesso apenas a informações “autorizadas”.

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O acesso ao Facebook pelo TOR é feito a partir de um endereço específico e a rede social garante criptografia completa nas comunicações entre o site e seus usuários. Eles estarão conectados diretamente ao banco de dados do serviço, sem intermediários, de forma que não seja possível rastrear a comunicação ou obter informações sobre quem a está acessando.

Esta é mais uma etapa que demonstra a preocupação crescente do Facebook com a segurança e o sigilo das informações trocadas entre o serviço e seus usuários. No ano passado, a empresa passou a usar o HTTPS como o protocolo de proteção padrão para todos os seus serviços e, agora, volta seu olhar para soluções mais dedicadas, como a rede TOR.

O projeto de acesso anônimo foi conduzido por Runa Sandvik, pesquisador de segurança que trabalha para a companhia, e contou com a parceria da University of College London, uma das instituições mais prestigiosas nesse campo. A instituição atuou sob a batuta de Steven Murdoch, um dos especialistas mais renomados do setor.

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