Facebook adiciona 50 novas opções de gênero para transexuais

Por Redação | 14 de Fevereiro de 2014 às 12h44

Dando mais um passo em direção à tolerância e respeito às minorias, o Facebook adicionou 50 novas opções de gênero ao perfil de seus usuários, abrangendo opções como transexual, andrógino ou intersexual. A novidade foi lançada nesta quinta (13), mas, por enquanto, está disponível apenas para os perfis dos Estados Unidos.

O recurso foi anunciado à imprensa por Brielle Harrison, que é engenheira de software do Facebook e passa no momento por tratamentos para mudança de sexo. Segundo ela, a ideia é não dar apenas uma opção binária para as pessoas, que devem decidir apenas entre os sexos masculino e feminino, e sim criar alternativas que reflitam a transformação pessoal e o conhecimento que cada um possui de si mesmo.

Até o momento, a única possibilidade era ocultar completamente a exibição de gênero, um recurso que continuará existindo mas que Harrison acredita não ser mais necessário. Durante a apresentação, ela afirmou que a novidade trazida pelo Facebook pode não significar nada para muitos usuários, mas para uma série de outros, pode representar algo de suma importância.

Segundo informações da Fox News, existem hoje 700 mil pessoas nos Estados Unidos que podem ser classificadas como “transgêneras”, um termo amplo que inclui todos aqueles que assumem um gênero diferente daquele do nascimento. Sendo assim, a novidade trazida pelo Facebook é um passo importante para aceitação desse movimento, pois o reconhece e garante mais dignidade.

Facebook transgender options

Isso, na visão de Chad Griffin, presidente da Human Rights Campaign, é um passo extremamente importante, principalmente quando se leva em conta que, cada vez mais, o perfil do Facebook está atrelado de forma intrínseca à personalidade de cada um. Com as novas opções de gênero, então, os usuários podem se representar na rede de maneira mais autêntica.

Harrison conta que a ideia de adicionar novas opções de gênero ao Facebook surgiu há cerca de um ano, quando os responsáveis pela rede social perceberam um fluxo cada vez maior de usuários solicitando tais mudanças. Páginas, mensagens e pedidos começaram a surgir a todo momento na rede social, o que motivou uma reunião interna e o início dos trabalhos no projeto.

O serviço informa também que, como a mudança de gênero não é catalogada como um evento cotidiano, anunciantes não podem utilizar essa informação para entregar publicidade direcionada. O trabalho também continua: o Facebook pretende se encontrar com líderes de movimentos transgêneros ao redor do mundo para decidir quais termos são mais adequados a cada realidade, antes de implementar a ideia em outras línguas.

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